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Grécia vende mais dívida do que o planeado (act.)

No primeiro leilão após ser conhecido o pacote de ajudas da Zona Euro ao país, a Grécia vendeu 1,56 mil milhões de euros em bilhetes do Tesouro, o que superou os 1,2 mil milhões de euros previstos. Este leilão foi marcado por uma forte procura, o que assinala o apetite renovado dos investidores por estes títulos. As taxas cobradas ficaram abaixo dos 5%, mas bem acima das praticadas em operações idênticas realizadas no início do ano.

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No primeiro leilão após ser conhecido o pacote de ajudas da Zona Euro ao país, a Grécia vendeu 1,56 mil milhões de euros em bilhetes do Tesouro, o que superou os 1,2 mil milhões de euros previstos. Este leilão foi marcado por uma forte procura, o que assinala o apetite renovado dos investidores por estes títulos. As taxas cobradas ficaram abaixo dos 5%, mas bem acima das praticadas em operações idênticas realizadas no início do ano.

O leilão de obrigações do Tesouro grego ficou marcado por uma procura mais forte do que na operação anterior, o que indicia algum alivio por parte dos investidores. Este foi o primeiro teste à reacção dos mercados depois de os países da Zona Euro terem anunciado a disposição de emprestar, neste ano, ao Estado grego até 30 mil milhões de euros a uma taxa em torno de 5%.

Segundo os dados divulgados pela agência de gestão da dívida do país, citados pela Bloomberg, a Grécia vendeu 780 milhões de euros em obrigações a 26 semanas, com uma “yield” de 4,55%, bem acima da taxa de 1,38% oferecida numa operação idêntica realizada em Janeiro. A procura superou em 7,67 vezes a oferta. Na operação anterior, o rácio entre o número de ofertas recebidas e o número de ofertas aceites foi de 4,9 vezes.

Esta entidade também colocou também 780 milhões de euros em obrigações a 52 semanas com uma “yield” de 4,85%. Neste caso, a procura superou a oferta em 6,54 vezes. O mesmo rácio foi de 3,1 vezes na operação anterior, em que a taxa oferecida foi, uma vez mais, bem mais baixa, de 2,2%.

A agência de gestão da dívida pública grega anunciou, na semana passada, a intenção de vender 1,2 mil milhões de euros de títulos de dívida a muito curto prazo.

Na semana passada, depois de terem visto a Ficht baixar o “rating” da Grécia para BBB-, o nível mais baixo, antes da classificação “junk” (lixo), as “yields” gregas voltaram a subir, em todos os prazos, com a rendibilidade exigida pelos investidores a chegar aos 7,5%, o valor mais elevado desde que, em 2001, a Grécia aderiu ao euro.

Na sequência do acordo dos ministros das Finanças da Zona Euro, que concretizaram as condições de um eventual empréstimo, as "yields" gregas caíram ontem para 6,67% a dez anos e para 5,58% para empréstimos a dois anos.

O leilão de hoje confirma que o plano anunciado no fim-de-semana terá, pelo menos por agora, aplacado os receios dos investidores de que a Grécia entre em incumprimento e não consiga honrar os compromissos assumidos com os credores. Mas é cedo para tirar conclusões muito definitivas: até ao fim de Maio, o país precisa de obter 11,6 mil milhões de euros para refinanciar dívida que vence nesse período.

“O leilão correu bem e isso é um reflexo do facto de que o plano de resgate restaurou a confiança dos investidores”, afirmou à agência Bloomberg David Keeble, responsável pela área de estratégia no Crédit Agricole.


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