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Grupo EDP e Galp sobem mais de 1% mas não compensam queda da JM

O PSI-20 encerrou no vermelho, renovando um mínimo desde Janeiro. Lisboa contrariou o resto da Europa, que hoje esteve em recuperação, apesar de só quatro cotadas terem caído. A queda de 6% da Jerónimo Martins foi determinante.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2013 às 16:49
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Foi no último minuto da bolsa nacional que o índice de referência nacional desceu para terreno negativo. Apesar de um dia quase todo no vermelho, os últimos minutos do PSI-20 estavam a ser passados em alta. Até às 16h35, quando o índice desceu novamente para o vermelho.

 

O PSI-20 caiu 0,14% para os 6.001,53 pontos, depois de ter tocado, na sessão, num novo mínimo desde 9 de Janeiro. O índice nacional encerrou em queda apesar de 16 empresas estarem em alta. O Stoxx Europe 600 ganhou 0,9% para 287,25 pontos.

 

As bolsas europeias valorizaram-se, a recuperar das fortes quedas ontem registadas, na sequência do impasse político em que Itália caiu com o resultado inconclusivo das eleições legislativas. O leilão de dívida de Itália, em que o país conseguiu registar uma procura “sólida” apesar de ter verificado custos de financiamento mais elevados, trouxe alguma calma para os mercados.

 

Além disso, os dados económicos hoje divulgados nos Estados Unidos animaram Wall Street e contagiaram a Europa.

 

Em Lisboa, a Jerónimo Martins afundou 6,12% para os 15,12 euros, depois de apresentados os resultados do ano passado, considerado “negativos” pelos analistas. Nem o facto de anunciar o pagamento de 0,295 euros de dividendo bruto impediu a queda da dona do Pingo Doce. No retalho, a concorrente Sonae ganhou 0,98% e terminou a sessão nos 0,721 euros.

 

EDP Renováveis beneficia de resultados

 

A acompanhar a Jerónimo Martins nas descidas estiveram o BPI, a Cofina e o Banif. As restantes 16 empresas somaram terreno. A EDP Renováveis foi a que mais avançou.

 

No caso da empresa presidida por Manso Neto, cujo lucro subiu 43% em 2012, os analistas ficaram satisfeitos com os resultados, adiantando que a recente queda em bolsa poderá ser uma oportunidade para o investimento. A empresa ganhou 4,23% e fechou a transaccionar nos 3,945 euros por acção. A casa-mãe, a EDP, subiu 1,47% para os 2,283 euros.

 

Ainda na energia, a REN avançou 2,29% para fechar nos 2,363 euros, depois de a empresa e a sua maior accionista, Stated Grid, terem anunciado um investimento de 12 milhões de euros num centro de investigação.

 

Com os preços do petróleo a caírem em Londres, o mercado de referência para Portugal, a Galp Energia somou 1,11% e terminou o dia nos 11,86 euros.

 

BCP e BES sobem, BPI cede terreno

 

Os bancos, que ontem foram os que mais deslizaram, encerraram mistos, num dia em que a Fitch previu um fraco desempenho do sector para este ano. O BCP subiu 0,93% para os 10,9 cêntimos, depois de ter sido anunciado que vai voltar ao índice europeu Euro Stoxx 600 a 18 de Março. O BES avançou 0,54% e terminou nos 0,935 euros, ao passo que o BPI recuou 1,81% para os 1,251 euros.


A impedir que a queda da bolsa nacional fosse maior esteve a Portugal Telecom, com uma subida de 0,52% que levou os títulos aos 3,90 euros. A Sonaecom somou 1,66% para os 1,53 euros, ao passo que a Zon Multimédia encerrou nos 3,443 euros com uma valorização de 0,64%.

 

Nota para a Altri, que subiu 3,83% para os 1,90 euros. A empresa, que anunciou que vai acompanhar a subida geral dos preços da pasta de papel, é vista pela casa de investimento do BPI como a “majestade do papel”. A Portucel, que também vai acompanhar esse aumento dos preços, avançou 0,81% para os 2,735 euros.

 

 

(Notícia actualizada às 16h58 com mais informações)

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