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Grupo Sonae dispara mais de 3% com novidades da OPA à PT

As acções das empresas do Grupo Sonae, a Sonae SGPS e a Sonaecom, valorizavam mais de 3% e contribuíam para a segunda sessão consecutiva de ganhos da bolsa nacional, reagindo às últimas notícias relacioandas com a OPA à PT. O PSI-20 apreciava 0,42% num di

Paulo Moutinho 25 de Maio de 2006 às 12:36
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As acções das empresas do Grupo Sonae, a Sonae SGPS e a Sonaecom, valorizavam mais de 3% e contribuíam para a segunda sessão consecutiva de ganhos da bolsa nacional, reagindo às últimas notícias relacioandas com a OPA à PT. O PSI-20 apreciava 0,42% num dia em que o Banco Comercial Português volta a registar fortes ganhos.

O índice principal [psi20] avançava para os 9.431,90 pontos, com 14 das vinte cotadas que compõem o PSI-20 a valorizar, quatro sem variação e apenas duas cotadas em queda.

Os títulos do Grupo Sonae eram os que mais impulsionavam o índice. A Sonae SGPS [son] subia 3,25% para os 1,27 euros e a Sonaecom [snc] ganhava 3,98% para os 4,18 euros, tendo chegado a valorizar mais de 5% durante a negociação.

Em comunicado enviado à CMVM, a Sonaecom anunciou que tem vindo a comprar acções da Portugal Telecom em bolsa nos últimos dias, tendo já uma posição superior a 1% no capital da empresa, o que implicou um investimento de 105,9 milhões de euros.

A empresa de Paulo de Azevedo aproveitou o facto de as acções da PT terem estado a negociar abaixo do preço da OPA (9,50 euros) para comprar acções sobre quem lançou uma OPA a 6 de Fevereiro.

Segundo Luís Duarte da CaixaBI «como a Portugal Telecom está a cotar abaixo do valor da contrapartida poderá ir reforçando no capital da operadora», sendo que com esta participação, «a ideia é de poderem pedir informações à Portugal Telecom, ficando assim mais bem informado acerca dos negócios da empresa, permitindo-lhes controlar melhor o andamento da OPA».

A subida das acções é explicada também pelo facto de o mercado estar a acreditar mais no sucesso da OPA à PT, isto depois de a Sonaecom ter dito ontem que vai avançar em breve com a proposta de remédios à Autoridade da Concorrência, para que a operação seja aprovada.

No seguimento da notícia, de meados deste mês, de que a AdC decidiu avançar para uma investigação aprofundada ao negócio, as acções da Sonaecom apresentara uma tendência de queda em bolsa, de que estão agora a recuperar.

As acções da Portugal Telecom [ptc] estão hoje a subir 0,11% para os 9,27 euros, um valor ainda assim distante dos 9,50 euros oferecidos pela Sonaecom. A participada, a PT Multimédia [ptm] apreciava 0,11% para os 8,81 euros, também abaixo dos 9,03 euros oferecidos na contrapartida da OPA.

Também a valorizar estava o Banco Comercial Português (BCP). As acções do BCP [bcp] seguiam a valorizar 0,44% para os 2,30 euros, com mais de 16 milhões de títulos transaccionados, tendo chegado a subir mais de 3% durante a sessão de hoje.

Os títulos do banco liderado por Paulo Teixeira Pinto estão ainda a reagir às declarações do presidente da Autoridade da Concorrência, Abel Mateus, que afirmou que o nível de concentração na banca portuguesa é superior à média europeia, indiciando que a entidade poderá vir a colocar entraves à OPA do BCP sobre o BPI.

Esta possibilidade está a atrair os investidores, que acreditam que com um hipotético chumbo da AdC, o BCP não avançará para a aquisição do banco liderado por Fernando Ulrich e como tal não necessitará de efectuar um aumento de capital.

Para Luís Duarte este não foi o único «trigger» para os títulos do BCP, até porque, se fosse o caso, «as acções do BPI teriam reagido negativamente», descontando o prémio da OPA.

Para o operador do CaixaBI, as fortes quedas das acções do banco nas últimas semanas, para mínimos do ano, levaram o «BCP para níveis mais atraentes para quem quiser avançar para uma oferta de aquisição »

O alvo da OPA do BCP, o Banco BPI [bpin] seguia inalterado nos 5,70 euros, o valor da contrapartida da OPA, tal como BES [besnn] que cotava nos 11,04 euros, no dia em que o Banco Sabadell anunciou que chegou a acordo com o grupo belga KBC para a aquisição de 99,74% do capital do Banco Urquijo por 760 milhões de euros, um banco espanhol que também era disputado pelo Banco Espírito Santo (BES).

A Energias de Portugal [edp] estava inalterada nos 2,86 euros, com os investidores a aguardarem pela divulgação dos resultados da eléctrica, referentes ao primeiro trimestre deste ano. A Brisa [brisa] ganhava 0,86% para os 8,20 euros e a Cimpor [cimp] crescia 1,15% para os 5,29 euros.

A Reditus [red] recuava 4,26% para 3,15 euros enquanto que a Sonae Indústria [soni] subia 2,44% para 6,30 euros, depois do Jornal de Negócios ter noticiado que, tendo em conta os dados actuais, a tecnológica deverá sair do PSI-20 e a Sonae Indústria entrar. A Media Capital também sairá do índice, por troca com o ESFG.

Para Luís Duarte, a eventual «saída da Reditus é de alguma forma previsível e consensual, tal como a possibilidade da entrada da Sonae Indústria».

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