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Há dois meses e meio que Wall Street não conseguia duas semanas seguidas em alta

As bolsas do outro lado do Atlântico encerraram no verde, sustentadas por um potencial tratamento para a covid-19 e pela reabertura gradual da economia dos Estados Unidos.

Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 17 de Abril de 2020 às 21:11
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O Dow Jones fechou a sessão desta sexta-feira a subir 2,99% para 24.242,49 pontos, regressando assim ao patamar dos 24.000 pontos, e o Standard & Poor’s 500 avançou 2,68% para 2.874,56 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite somou 1,38% para se fixar nos 8.650,14 pontos.

 

Apesar de o S&P 500 estar ainda 16% abaixo do seu máximo histórico atingido a 19 de fevereiro, já subiu perto de 27% desde o seu mínimo marcado a 23 de março – quando o selloff decorrente dos receios em torno da pandemia de covid-19 fizeram os mercados baterem no fundo.

 

Esta foi, assim, a segunda semana consecutiva de ganhos em Wall Street, o que já não acontecia desde o início de fevereiro.

 

No entanto, a incerteza é ainda enorme, pelo que poderá demorar mais alguns meses até se saber se o mercado de facto já atingiu o seu mínimo.

 

O Nasdaq Composite já só desce cerca de 5% no acumulado do ano, quando chegou a cair 30% entre o seu valor mais alto e mais baixo de fecho na negociação bolsista de 2020, sublinha a CNN Business.

 

Já o Dow ainda perde mais de 16% desde o início do ano, mas recuperou 28% face aos mínimos de finais de março.

 

A retoma do mercado bolsista parece estar a ganhar uma forma de V, mas o economista-chefe do BMO Financial Group, Douglas Porter, disse à CNN que poderá ser prematuro pensar que o pior já passou, pois há ainda muito impacto económico do coronavírus por apurar.

 

Na sessão de hoje, os investidores mostraram-se animados com a perspetiva de reabertura faseada da economia, depois das orientações dadas ontem pelo presidente norte-americano. Donald Trump apresentou três fases, que devem obedecer a seis critérios, para os Estados irem retomando as atividades económicas à sua medida.

 

Por outro lado, a Gilead Sciences anunciou que um dos seus medicamentos está a dar sinais de eficácia, nos testes clínicos, como potencial tratamento da covid-19, o que ajudou ao otimismo.

 

As pessoas infetadas com o novo coronavírus que estão a ser medicadas com o remdesivir têm estado a recuperar depressa, com a maioria a ir para casa numa questão de dias, reportou a STAT News.

 

O anúncio teve um efeito impulsionador nas ações da Gilead, que fechou a disparar 9,73% para 83,99 dólares.

 

O facto de a economia da China ter registado uma contração de 6,8% nos primeiros três meses do ano travou o ímpeto altista da última sessão da semana nos EUA.

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