Research Haitong: Incerteza na Polónia mantém-se e pode continuar a pressionar BCP

Haitong: Incerteza na Polónia mantém-se e pode continuar a pressionar BCP

Os analistas do Haitong acreditam que o facto de o Governo polaco ser favorável à conversão "voluntária" de créditos deverá manter as acções do BCP sob pressão.
Haitong: Incerteza na Polónia mantém-se e pode continuar a pressionar BCP
Bruno Simão/Negócios
Patrícia Abreu 18 de fevereiro de 2016 às 09:43

O Governo polaco mostrou-se favorável a que a conversão de créditos de francos suíços para zlotys na Polónia seja voluntária. A notícia é "ligeiramente positiva" para o BCP, mas a incerteza em relação à versão final mantém-se, diz o Haitong. O banco de investimento acredita, por isso, que as acções podem continuar sob pressão.


"Vemos como ligeiramente positivo para as acções do BCP que o Governo esteja aberto a negociar uma versão menos punitiva" para os bancos, na reconversão de créditos em francos suíços para a moeda polaca, adiantam os analistas do Haitong Bank.


O comentário do banco de investimento surge depois de o vice-primeiro-ministro da Polónia, Mateusz Morawieck, ter manifestado esta quarta-feira, 17 de Fevereiro, a preferência por "uma solução voluntária para a questão dos créditos em francos suíços".


"Temos acordos bilaterais com outros países e se houver uma solução obrigatória os investidores estrangeiros terão o direito de recorrer a tribunais internacionais para fazerem ouvir o seu ponto de vista. Não quero enfrentar anos de litigância", justificou o governante.


Carlos Cobo e Juan Carlos Calvo defendem, porém, que "a incerteza da versão final e o seu impacto nos bancos continua elevada e pode continuar a pesar na acção". A proposta de conversão para zlotys dos créditos em francos suíços prevê que os bancos assumam os custos desta alteração.


O Bank Millennium, detido pelo BCP na Polónia, poderá ter que desembolsar 300 milhões com este processo. A confirmar-se este valor, o impacto desta medida nas contas da instituição liderada por Nuno Amado pode ascender a 150 milhões.


As acções do BCP seguem a descer 0,86% para 0,034 euros.




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