Bolsa Happy birthday, dear Wall Street

Happy birthday, dear Wall Street

Há nove anos em bull market, as bolsas de Wall Street estão a poucas semanas de marcarem o período mais longo de sempre de um movimento de subida sem uma queda superior a 20%.
Carla Pedro 09 de março de 2018 às 23:59

No dia 9 de Março de 2009, o Standard & Poor’s 500 marcou um mínimo nos 666 pontos, patamar onde o principal índice norte-americano tocou no fundo, num dos piores momentos da crise financeira que abalou os mercados há quase uma década [e que ficou conhecida como Grande Depressão]. 

 

A partir daí, tem sido sempre a subir, nunca tendo caído mais de 20% face ao anterior máximo (o que colocaria a bolsa em bear market). Ao longo deste período, o S&P 500 já valorizou 309%.


Nove anos depois, os investidores questionam-se sobre o que poderá acontecer no segundo mercado altista mais longo da história da bolsa de Nova Iorque desde a Segunda Guerra Mundial, apenas superado pelo período de nove anos e cinco meses compreendido entre 11 de Outubro de 1990 e 24 de Março de 2000 - quando se deu o estoiro das dot.com, na chamada bolha tecnológica.

Nos 113 meses entre Outubro de 1990 e Março de 2000, o S&P 500 disparou 417%, com apenas uma correcção superior a 10%.


Há quem fale num outro bull market, entre 1947 a 1961, mas essa análise falha o bear market de 1956 e 1957, pelo que só há neste momento um mercado touro mais prolongado do que o actual [apesar de o S&P 500 só ter nascido, tal como é hoje, em 1957, os analistas reconstruíram aquilo que acreditaram que o S&P 500 teria sido, com base nos anteriores índices Standard & Poor's e outros dados, para poderem chegar a essa conclusão; se falarmos no Dow Jones e regressarmos a períodos anteriores à II Grande Guerra, temos também um super bull market entre 1920 e 1929 - terminado com o crash da célebre quinta-feira negra de 24 de Outubro]. 

Se a actual tendência de subida se mantiver durante mais algumas semanas, tornar-se-á o bull market mais longo de Walll Street.

Com efeito, bastará chegar a Abril sem cair 20% face aos mais recentes máximos históricos (de 26 de Janeiro, no caso do Dow Jones e S&P 500) para que este novo touro se sagre o grande vencedor dos movimentos altistas.


Este ano, o mês de Janeiro foi promissor, ao passo que o de Fevereiro levou muitas bolsas ao chão. Março está agora a ser de volatilidade mas a apontar para um movimento ascendente.




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mais votado Antes do naufrágio do Titanic, a música tocava… 10.03.2018

Não quero que faças papel da Cassandra da guerra de Troia,
mas lembra-te ó bela Lusa,
que antes do naufrágio do Titanic,
e já com ele a decorrer,
a música tocava forte, e a alegria era geral.
Até que ecoou o grito do :
“Salve-se quem puder”,
e para muitos já foi tarde…
Que nas Bolsas a música continue a tocar,
e a alegria a reinar.
Mas que os Pater Familis,
sobre os quais recai a responsabilidade
da sobrevivência económica da Família,
estejam preparados,
como soldados que são dos Mercados de Capitais,
lutando com garra e inteligência até ao fim,
e enquanto houver esperança,
mas nunca deixando de estar prontos para o pior
(Modelos em estado de alerta para sinais premonitórios de Bear Markets;
Stop Losses em posição; ordens Short prontas a serem disparadas;
reservas de liquidez suficientes para sobreviver a um Bear Market)
PS:Bom fim de semana para Todos,
e que, rugindo a tempestade na terra Lusa aí em baixo,
que a prudência e a energia não vos falte,
para que não haja acidentes.

comentários mais recentes
Antes do naufrágio do Titanic, a música tocava (2) 10.03.2018

Por falta de espaço, não se pormenorizou suficientemente no comentário acima
o que pessoalmente se tomam como medidas básicas de prevenção,
face à sempre possível eminência de um inevitável Bear Market :
1-Modelos de Market Timing ajustados para maior sensibilidade de reação a indicadores premonitórios de Bear Market e fornecendo diariamente a probabilidade do mesmo;
2-Sensibilidade dos parâmetros dos modelos operacionais de investimento
ajustados em consonância com a probabilidade estimada de Bear Market a curto prazo;
3-Stop Losses continuamente ajustadas às cotações
e escalonadas em vários níveis
com intensidade de atuação variando de nível para nível;
4-Estruturação e otimização de uma úlltima e derradeira “trincheira” de defesa
baseada em opções puts,
apenas garantindo protecção para perdas pondo em risco continuidade;
5-Reservas de liquidez suficientes para suportar sobrevivência sem necessidade de vendas,
admitindo um Bear Market de duração expectável não superior a 2 anos.

Antes do naufrágio do Titanic, a música tocava… 10.03.2018

Não quero que faças papel da Cassandra da guerra de Troia,
mas lembra-te ó bela Lusa,
que antes do naufrágio do Titanic,
e já com ele a decorrer,
a música tocava forte, e a alegria era geral.
Até que ecoou o grito do :
“Salve-se quem puder”,
e para muitos já foi tarde…
Que nas Bolsas a música continue a tocar,
e a alegria a reinar.
Mas que os Pater Familis,
sobre os quais recai a responsabilidade
da sobrevivência económica da Família,
estejam preparados,
como soldados que são dos Mercados de Capitais,
lutando com garra e inteligência até ao fim,
e enquanto houver esperança,
mas nunca deixando de estar prontos para o pior
(Modelos em estado de alerta para sinais premonitórios de Bear Markets;
Stop Losses em posição; ordens Short prontas a serem disparadas;
reservas de liquidez suficientes para sobreviver a um Bear Market)
PS:Bom fim de semana para Todos,
e que, rugindo a tempestade na terra Lusa aí em baixo,
que a prudência e a energia não vos falte,
para que não haja acidentes.

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