Fundos de investimento "Hedge funds" reduziram apostas na queda do petróleo antes de subida de mínimos de 12 anos

"Hedge funds" reduziram apostas na queda do petróleo antes de subida de mínimos de 12 anos

Os especuladores reduziram as suas apostas na queda do petróleo, antes de a matéria-prima ter registado uma forte subida no final da semana passada, após a reunião em que o BCE abriu a porta a mais estímulos.
"Hedge funds" reduziram apostas na queda do petróleo antes de subida de mínimos de 12 anos
Bloomberg
Patrícia Abreu 25 de janeiro de 2016 às 13:26

Os "hedge funds" têm estado a apostar convictamente na queda dos preços do petróleo, uma estratégia que se tem mostrado rentável. Ainda assim, estes fundos de cobertura de risco diminuíram as apostas curtas antes de a matéria-prima ter recuperado de mínimos de 12 anos.

O WTI, negociado em Nova Iorque, esteve a renovar mínimos de 12 anos nos últimos dias, com a matéria-prima a chegar a negociar abaixo de 27 dólares por barril na última semana, perante as preocupações em torno da China e o levantamento das sanções ao Irão. Ainda assim, a abertura por parte do BCE para aumentar estímulos já em Março acelerou uma recuperação dos activos de risco, entre os quais o petróleo.

Este movimento de recuperação das cotações do "ouro negro" foi acompanhado por uma diminuição das posições curtas dos especuladores de 8,4%  na semana terminada a 19 de Janeiro, segundo os dados da Commodity Futures Trading Comission., citados pela Bloomberg. Já as posições longas, que apostam na subida, aumentaram 17% no mesmo período.

Depois de terem tocado no valor mais baixo de Maio de 2003, nos 26,55 dólares por barril, no dia 20 de Janeiro, o crude disparou 9% na sexta-feira, 22 de Janeiro.

As bolsas mundiais dispararam no final da semana passada, perante o optimismo em torno das declarações do presidente do BCE. Mario Draghi deixou em aberto a possibilidade de anunciar novas medidas de apoio na próxima reunião.

Apesar da recuperação registada no final da semana passada, o petróleo está hoje a corrigir. Cai mais de 4% nos mercados internacionais, seguindo, porém, a cotar acima dos 30 dólares por barril.




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