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Holanda: "É o nosso dinheiro que está ali a arder"

O ministro dos Assuntos Europeus holandês, Ben Knappen, diz que o seu país se quer certificar de que o dinheiro que empresta a outros estados da União Europeia "não é consumido pelas chamas".

Negócios negocios@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2012 às 09:27
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Em entrevista ao "Público", o governante diz que nem todos os holandeses acompanham a actualidade dos outros países europeus, mas quando vêem na televisão uma manifestação em Lisboa, em Madrid, em Atenas ou em Milão, se perguntam: “É o nosso dinheiro que está ali a arder?”.

Ben Knappen salienta que as ajudas aos países em crise é feito com o dinheiro dos contribuintes de países como o seu, e que “a sua vontade de emprestar depende muito de sentirem ou não que o seu dinheiro está a ser bem gasto”.


Para isso, diz, é necessário “melhorias de governação na Zona Euro”, e países como Portugal “agirem de acordo com as regras que todos decidimos”.

No que diz respeito ao acordo político conseguido para um novo resgate à Grécia, o ministro dos Assuntos Europeus da Holanda afirma ser um “passo importante”, mas adverte “tomar uma decisão e conseguir uma maioria parlamentar é uma coisa. A execução dessas decisões é outra”.


O mesmo governante diz que houve evoluções positivas na zona Euro durante o último ano, e “países centrais para a estabilidade da zona euro, como a Itália, a Espanha ou Portugal, estão a tomar as medidas certas para recuperar a estabilidade e a confiança”.


Em relação ao nosso país, na mesma entrevista, Knappen, questionado sobre se Portugal está mais perto da Irlanda ou da Grécia, afirmou que: “A Grécia é um caso excepcional. Se olharmos para a dívida portuguesa, o défice ou a situação dos bancos é muito diferente. Isso não significa que Portugal não tenha problemas sérios, mas o Governo está a tomar medidas e a situação é gerível”.

Quanto à possibilidade de haver necessidade de um novo resgate a Portugal, o ministro holandês preferiu não “especular”.
Knappen sublinha ainda que para “países que viveram durante décadas acima das suas possibilidades”, “há um preço a pagar”. Portanto, o ministro dos Assuntos Europeus holandês considera que um Estado que está sob alçada de um programa de assistência “não tem como escapar a uma fase de austeridade”.

“A ideia de que não há um preço é tentadora para um político usar perante o eleitorado, em véspera de eleições, mas não é verdade”, conclui.
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