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HSBC reduz preço-alvo da Jerónimo Martins para 11 euros

O banco britânico HSBC reduziu o preço-alvo da retalhista Jerónimo Martins de 13 para 11 euros. Estimativas mais cautelosas para a Polónia estão na base da decisão.

Miguel Baltazar/Negócios
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 28 de Outubro de 2014 às 12:39
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O banco britânico HSBC cortou o preço-alvo da retalhista Jerónimo Martins de 13 euros para 11 euros e mantém a recomendação de "overweight". Por conseguinte, a retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos tem ainda um potencial de valorização em torno dos 35%, tendo em consideração a actual cotação (8,128 euros).

 

Segundo uma nota de análise a que o Negócios teve acesso, na base da decisão do banco britânico estão "estimativas mais cautelosas para a Polónia no próximo ano". "Reduzimos as nossas expectativas de vendas para 2015 e 2016, devido a um crescimento comparável mais baixo, bem como, devido a um contributo mais baixo ao nível das vendas por parte das lojas novas. Assumimos que a gestão vai reduzir o número de abertura de lojas de 300 para 200 em 2015", acrescenta a nota do HSBC.

 

Além disso, a instituição do Reino Unido reduziu as estimativas para as margens de EBITDA uma vez que acredita que "os investimentos em lojas urbanas podem ter um impacto negativo nas margens de 2015".

 

Em relação aos resultados, que vão ser apresentados esta quarta-feira, 29 de Outubro, o HSBC acredita que os números relativos ao terceiro trimestre "vão reflectir obstáculos, mais em termos de ambiente macro do que competitivo". "A deflação certamente acelerou durante o Verão em Portugal e na Polónia, o que deve traduzir-se em vendas comparáveis negativas", referem os analistas.

 

Neste sentido, o banco estima que a Jerónimo Martins tenha registado vendas líquidas no valor de 3.298 milhões de euros, mais 7,9% face ao mesmo período de 2013. A margem de EBITDA deve cair para 6,45%, devido à quebra nas margens da Biedronka. "Estimamos um crescimento nas vendas comparáveis de -2,8% para a Biedronka", referem os analistas, acrescentando que estimam que o EBITDA da unidade polaca seja de 163 milhões de euros. No caso de Portugal, o banco britânico antecipa que as vendas comparáveis tenham registado um crescimento de -0,5% no caso do Pingo Doce e de -1,5% nas vendas comparáveis do Cash & Carry.

 

Ainda assim, para este banco o mais importante é o dia dos investidores, que está agendado para 13 de Novembro. O HSBC acredita que neste dia "a gestão provavelmente vai apresentar a sua estratégia para a Polónia, possivelmente incluindo a forma como tenciona impulsionar" os cabazes médios e mais altos, especialmente "nas lojas urbanas onde o modelo pode passar de descontos elevados a ligeiros". "Contudo, isto não deverá colocar em risco o modelo de negócio vencedor de baixos custos", concluiu.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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