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Índia cria mini-contratos de negociação de ouro para atrair pequenos investidores

A National Spot Exchange (NSE), maior bolsa indiana de negociação de ouro físico, lançou contratos de menor dimensão, destinados aos pequenos investidores. A partir de 8 gramas já é possível transaccionar.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 30 de Junho de 2009 às 15:05
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A National Spot Exchange (NSE), maior bolsa indiana de negociação de ouro físico, lançou contratos de menor dimensão, destinados aos pequenos investidores. A partir de 8 gramas já é possível transaccionar.

A bolsa passou a disponibilizar contratos a partir de 8 gramas, até 1 quilo, a partir de hoje, afirmou à Bloomberg o administrador executivo daquela praça, Anjani Sinha. Até agora, a NSE só transaccionava barras de ouro importado de 100 gramas ou de 1 quilo.

A Multi Commodity Exchange of India e a National Commodity & Derivatives Exchange, maiores bolsas de matérias-primas da Índia, só negoceiam futuros do ouro. Isso obriga os particulares a comprarem ou venderem ouro através das joalharias e bancos, sob a forma física, salienta a Bloomberg.

As famílias indianas, onde as mulheres são as principais utilizadoras de ouro, têm 25.000 toneladas de ouro guardado em cofres de família, segundo a National Spot Exchange.

“O nosso principal objectivo é aproveitar o enorme ‘stock’ dos agregados familiares”, afirmou Sinha. “Não há um mercado electrónico e transparente na Índia com um alcance nacional para a entrega a pronto de ouro”, acrescentou à Bloomberg.

A Índia importa cerca de 800 toneladas de ouro por ano, o que corresponde a aproximadamente 25% da produção mundial deste metal precioso, e mais de 75% desse ouro importo é utilizado na joalharia. Mas a ausência de um mercado nacional “spot” significa que os joalheiros e os operadores fixam a taxa de referência através do “fixing” da manhã e da tarde do mercado londrino, já que esse é o preço usado por algumas empresas mineiras mundiais para venderem a sua produção.

Estes contratos de pequena dimensão para o ouro poderão não ajudar a Índia a tornar-se uma referência na fixação de preços no mercado mundial de ouro físico, já que as bolsas de “commodities” do país estão dominadas por operadores, produtores e empresas consumidoras, contra 13 milhões de investidores privados que negoceiam acções, refere a Bloomberg.

A National Spot Exchange é detida a 99% pela Financial Technologies India, fundadora da Multi Commodity Exchange, terceira maior bolsa mundial de ouro. A NSE começou a operar a 15 de Outubro de 2008, com contratos para o ouro, prata, algodão, ricino e sementes.

As cotações do ouro subiram para mais de 940 dólares por onça (31,104 gramas) na Ásia, a caminho de um terceiro aumento trimestral consecutivo, com o enfraquecimento do dólar a intensificar a atractividade deste metal precioso como alternativa de investimento.

O ouro foi o metal com melhor desempenho em 2008. E 2009 poderá ser o oitavo ano de valorização deste metal precioso, já que os investidores continuam a vê-lo como um valor seguro.

Em Fevereiro deste ano, o metal amarelo chegou aos 1.000,30 dólares por onça, aproximando-se assim do máximo histórico de 1.032,70 dólares atingido a 17 de Março do ano passado, em plena euforia altista da generalidade das matérias-primas.

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