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IBEX cai mais de 3% e renova mínimos de mais de três anos

O principal índice bolsista de Espanha acentuou a tendência de queda e segue a perder mais de 3% para um novo mínimo de Março de 2009. As "yields" das obrigações, que estavam a cair, inverteram e seguem a subir.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 18 de Abril de 2012 às 15:07
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Espanha tem estado sob pressão, com a especulação em torno da necessidade do país receber apoio financeiro internacional. Os juros têm disparado, superando a fasquia dos 6% no prazo a 10 anos, e a bolsa tem atingido novos mínimos de três anos consecutivamente.

O mercado aguardava pelas emissões de dívida de Espanha, que esta semana faz várias colocações. Ontem realizou dois leilões, um a 12 meses e outro a 18 meses. E amanhã duas emissões de longo prazo.

E ainda que tenha pago juros mais elevados nas operações de ontem, do que na última emissão, a verdade é que conseguiu colocar mais do que o montante máximo estipulado.

Espanha colocou um montante total de 3.178 milhões, acima dos três mil milhões previstos. As duas emissões trouxeram alguma acalmia aos mercados, com os juros a aliviarem e a bolsa a recuperar. Isto na sessão de ontem.

De manhã as “yields” das obrigações ainda demonstraram algum alívio, mas a pressão regressou, essencialmente nos prazos mais curtos.

A “yield” da dívida a dois anos está a subir 4,2 pontos base para 3,475% e, no prazo a cinco anos a subida é de 0,5 pontos para 4,746%. A 10 anos a tendência é de descida, com a “yield” da recuar 1,3 pontos para 5,874%. Ainda esta semana, a “yield” das obrigações a 10 anos superou os 6%, um patamar considerado como ilustrativo do receio dos investidores em torno da necessidade de Espanha receber apoio financeiro, tal como Portugal ou a Grécia.

O IBEX está a desvalorizar 3,41% para 7.121,70 pontos, sendo o índice que mais perde entre os principais congéneres europeus, depois de ontem ter subido 2,28%. O índice espanhol atingiu assim um novo mínimo de Março de 2009 e acumula já uma perda de 16,91% desde o início deste ano.

A queda do índice está a ser provocada por 35 dos 36 membros que o compõem. A desvalorização mais pronunciada é a da Iberdrola, que cede 8,23% para 3,58 euros, uma descida justificada pela venda de uma posição no capital da eléctrica por parte da ACS.

A ACS vendeu uma participação de 3,692% que detinha na Iberdrola por 3,62 euros por cada acção. Ora este preço está 7,20% abaixo do valor de fecho das acções da eléctrica na sessão de ontem. Esta operação surge depois dos bancos terem obrigado a ACS a reduzir a sua posição no capital da Iberdrola. Caso contrário teria de apresentar mais garantias, de acordo com o “El Economista”.

A ACS é a terceira cotada que mais cai, ao descer 6,06% para 16,445, já que a venda da posição na Iberdrola foi feita a um preço mais baixo do que o valor que está contabilizado no balanço da ACS. E com isso, a construtora terá de assumir uma perda superior a 500 milhões de euros.
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