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IBEX teve a pior sessão em mais de cinco meses após queda de quase 4%

O IBEX fechou a sessão a cair 3,99% para mínimos de três anos. Esta foi a sessão mais negra para a bolsa espanhola em mais de cinco meses, numa altura em que a pressão sobre o país e a especulação em torno da necessidade de pedir apoio financeiro internacional aumentam.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 18 de Abril de 2012 às 18:06
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O IBEX fechou o dia a cair 3,99% para 7.079,20 pontos, sendo esta a queda mais pronunciada desde 1 de Novembro do ano passado. O índice recuou assim para um novo mínimo de Março de 2009, com apenas uma acção, das 36 que compõem o índice, a valorizar. O índice espanhol já acumula uma perda de 17,36% desde o início deste ano, sendo o comportamento mais negativo entre as principais praças europeias.

A desvalorização mais pronunciada foi da Sacyr, que desvalorizou 10,36% para 1,696 euros, atingindo um mínimo de Novembro de 1992. A queda da Sacyr surge relacionada com a nacionalização de mais de 50% da YPF, já que a espanhola detém 10% do capital da Repsol YPF.

As acções da petrolífera espanhola também deslizaram mais de 6% para 15,40 euros, tocando no valor mais baixo desde Julho de 2009.

A Iberdrola depreciou 7,87% para 3,594 euros, uma descida justificada pela venda de uma posição no capital da eléctrica por parte da ACS.

A ACS vendeu uma participação de 3,692% que detinha na Iberdrola por 3,62 euros por cada acção. Ora este preço está 7,20% abaixo do valor de fecho das acções da eléctrica na sessão de ontem. Esta operação surge depois dos bancos terem obrigado a ACS a reduzir a sua posição no capital da Iberdrola. Caso contrário teria de apresentar mais garantias, de acordo com o “El Economista”.

A ACS também registou uma descida acentuada de 6,06% para 16,445, já que a venda da posição na Iberdrola foi feita a um preço mais baixo do que o valor que está contabilizado no balanço da ACS. E com isso, a construtora terá de assumir uma perda superior a 500 milhões de euros.

Espanha tem estado sob pressão, com a especulação em torno da necessidade do país receber apoio financeiro internacional. Os juros têm disparado, superando a fasquia dos 6% no prazo a 10 anos.

O mercado aguardava pelas emissões de dívida de Espanha, que esta semana faz várias colocações. Ontem realizou dois leilões, um a 12 meses e outro a 18 meses. E amanhã duas emissões de longo prazo.

E ainda que tenha pago juros mais elevados nas operações de ontem, do que na última emissão, a verdade é que conseguiu colocar mais do que o montante máximo estipulado.

Espanha colocou um montante total de 3.178 milhões, acima dos três mil milhões previstos. As duas emissões trouxeram alguma acalmia aos mercados, com os juros a aliviarem e a bolsa a recuperar. Isto na sessão de ontem.

"Yields" das obrigações aliviam

A “yield” da dívida a dois anos desceu 2,0 pontos base para 3,412% e, no prazo a cinco anos a queda foi de 5,9 pontos para 4,682%.

A 10 anos a tendência foi semelhante, com a “yield” da recuar 6,5 pontos para 5,822%.

Ainda esta semana, a “yield” das obrigações a 10 anos superou os 6%, um patamar considerado como ilustrativo do receio dos investidores em torno da necessidade de Espanha receber apoio financeiro, tal como Portugal ou a Grécia.
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