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IGCP regressa ao mercado na próxima semana para emitir dívida de curto prazo

A agência que gere a dívida pública irá ao mercado em busca de 1.500 milhões de euros.

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 16 de Novembro de 2018 às 16:29
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Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) vai regressar aos mercados na próxima quarta-feira, 21 de Novembro, para fazer uma emissão de curto prazo. Em causa estão dois leilões das linhas de bilhetes do Tesouro (BT) com maturidade entre cerca de seis meses e um ano.

"O IGCP, E.P.E. vai realizar no próximo dia 21 de Novembro pelas 10:30 horas dois leilões das linhas de Bilhetes do Tesouro com maturidades em 17 de Maio de 2019 e 22 de Novembro de 2019, com um montante indicativo global entre 1.250 milhões de euros e 1.500 milhões de euros", adianta a agência em comunicado divulgado esta sexta-feira, 16 de Novembro. 

A linha com maturidade de seis meses é uma reabertura de uma linha já existente enquanto que a 12 meses é um lançamento de uma nova linha. De acordo com o programa de financiamento do IGCP, esta será a última emissão de curto prazo de 2018.

Esta semana a entidade liderada por Cristina Casalinho foi ao mercado em busca de financiamento para fazer mais um pagamento antecipado ao Fundo Monetário Internacional (FMI) no valor de dois mil milhões de euros, cuja aprovação ainda está pendente junto dos credores europeus.

O IGCP encaixou 1.250 milhões de euros com a emissão de obrigações com maturidade a 5 e 10 anos, tendo conseguido juros mais baixos. O facto de o custo de financiamento ter descido no leilão mostra que, para já, o contágio da crise orçamental em Itália está a ser diminuto. Ainda assim a procura desceu de forma sustancial, já que ficou em 1,91 vezes a oferta. Na emissão de Outubro tinha superado em 2,78 vezes.

Contudo, na última vez que o IGCP foi ao mercado com uma emissão de bilhetes de Tesouro, em Outubro, obteve condições menos favoráveis. As taxas continuaram negativas, mas menos negativas do que na última operação comparável.


A colocação de dívida com vencimento em Setembro de 2019 foi a uma taxa implícita média de -0,260%, menos negativa do que a "yield" de -0,291% na última operação comparável, realizada em Agosto. Já na maturidade em Janeiro, a taxa de juro foi de -0,426%, o que ficou aquém dos -0,432% alcançados na última operação comparável.

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