Trading IMF – Eur/Chf lateraliza entre 1.1150-1.1490

IMF – Eur/Chf lateraliza entre 1.1150-1.1490

Banco Nacional Suíço reitera necessidade de políticas expansionistas; Eur/Usd pressionado por vendas a retalho nos EUA recua para os $1.1250; Crude encerrou a semana em queda, pressionado pela revisão em baixa da procura; Ouro alcançou máximos de abril de 2018.

Banco Nacional da Suíça reitera que irá manter a sua política monetária

Nos mais recentes desenvolvimentos o Banco Nacional da Suíça afirmou que irá manter a sua política monetária expansionista, estabilizando os preços, suportando a atividade económica e mantendo as taxas de juro nos   -0.75%. O Banco Central reviu em alta a inflação para 2019 e para 2020, de 0.3% para 0.6% e de 0.6% para 0.7%, respetivamente. O franco tem vindo a ser impulsionado pelas recentes turbulências no mercado e o SNB acredita que o franco continua altamente valorizado e que permanecerá ativo no mercado cambial até quando for necessário.

Tecnicamente, o par tem vindo a lateralizar desde o terceiro trimestre de 2018 entre 1.1160-1.1460. No entanto, o máximo relativo definido em maio, definiu uma linha de tendência descendente que adicionou uma pressão bearish sobre o par. Contudo, é de notar que a zona de  suporte entre os $1.11730-70 apresenta enorme robustez.

Eur/Usd demonstra vulnerabilidade e acaba mesmo por recuar abaixo dos $1.1250

O Eur/Usd demonstrou alguma fragilidade durante a última não tendo sido capaz de quebrar a zona dos $1.1340-50 e tendo acabado por recuar para valores abaixo dos $1.13. Nem os fracos dados inflação nos EUA, que apenas cresceu 0.1% m/m em maio, conseguiu impulsionar o par em meados na semana. Normalmente, quando o Eur/Usd não reage aos maus dados nos EUA, indica fraqueza. Tal veio a comprovar-se. Os dados das vendas a retalho nos EUA ficaram acima do esperado (0.5% vs 0.4% m/m) e o par caiu, testando os $1.1230.

Tecnicamente, tal como alertado, o par apresentou vulnerabilidades acima dos $1.13 e corrigiu em baixa. O Eur/Usd negoceia próximo dos $1.1250 e poderá ter comprometido a oportunidade de subir. É necessário aguardar por um ressalto nestes níveis, caso contrário a perspetiva bearish poderá ter voltado para ficar.



Crude encerrou a semana em queda, pressionado pela revisão em baixa da procura

Os preços do petróleo encerraram a semana em queda. Os preços ainda recuperaram de algumas das perdas na quinta e sexta-feira, após os relatos de que dois petroleiros foram atacados por torpedos no Golfo de Omã. Contudo, as quedas registadas na quarta-feira devido à AIE (Agência Internacional de Energia) ter revisto em baixa as perspetivas do crescimento da procura e à subida dos inventários de crude norte-americanos levaram o par a encerrar a semana em queda.

Tecnicamente, o crude chegou a quebrar o suporte o dos $51.62 – 38.2% de retração de fibonacci, mas já acabou por recuperar e negoceia ligeiramente acima deste. O MACD dá sinal de venda, embora esteja próximo de o inverter, existindo assim a possibilidade de o crude testar novamente os $54.50, caso não consiga quebrar a resistência, pode recuar de novo até aos $51.62 – 38.2% de retração de fibonacci.

Ouro sobe a mínimos de 14 meses impulsionado por tensões nos mercados

O ouro alcançou máximos de 14 meses, tendo quebrado a resistência robusta dos $1345, fechando na última sexta-feira a quarta semana de ganhos consecutiva. O metal precioso foi suportado pelo novo escalar das disputas comerciais entre os Estados Unidos e a China e pelo aumento das tensões no Irão devido ao ataque a dois petroleiros – Trump acusou Irão de ser o autor dos ataques.

Tecnicamente, o ouro acabou por corrigir em baixa, mas ressaltou nos $1325, dando seguimento ao viés de alta. Contudo a matéria-prima continua a negociar em oversold e poderá apresentar novas correções. É necessária cautela para a possibilidade de uma formação de um topo, com o MACD a poder inverter o sinal de compra em breve.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

 




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