Análise Técnica IMF – Eur/Gbp em mínimos de mais de dez dias

IMF – Eur/Gbp em mínimos de mais de dez dias

Dólar canadiano em alta após divulgação dos dados do emprego; Eur/Usd testa máximos de 2 meses, mas acaba por recuar; Petróleo aprecia quase 25% desde mínimos atingidos no final de 2018; Ouro recuou após renovar máximos de seis meses.
IMF – Eur/Gbp em mínimos de mais de dez dias

Libra recuperou com relatório que aponta para possíveis atrasos no Brexit

O Eur/Gbp recuou na passada sexta-feira para mínimos de mais de dez dias abaixo dos £0.8940. A economia britânica abrandou no período de três meses até novembro para o ritmo mais lento nos últimos seis meses. O PIB do Reino Unido subiu 0.3%, abaixo dos 0.4% registados em outubro. O Eur/Gbp recuou durante a manhã de sexta-feira devido a um relatório que mencionava possíveis atrasos sobre o Reino Unido sair da UE em março, estendendo o período do Artigo 50.

A nível técnico, o Eur/Gbp deverá seguir em baixa nas próximas sessões, atendendo ao movimento descendente do MACD, tendo nas últimas sessões consolidado entre os £0.8950 e os £0.9050. O par poderá quebrar a zona suporte dos £0.8940-0.8950. Caso isso suceda, o par poderá recuar até à média móvel de 50 dias ou até mesmo à zona suporte dos £0.8840-£0.8855.



Eur/Usd testa máximos de 2 meses, mas acaba por recuar

No início da semana, os avanços das negociações comerciais entre EUA e China deram algum otimismo ao mercado. O crescimento do setor dos serviços nos EUA atingiu mínimos de cinco meses, adicionando sinais de um abrandamento económico. Na Zona Euro, a produção industrial da Alemanha e da França recuaram pelo terceiro mês consecutivo. O destaque da semana vai para a divulgação das minutas da última reunião da Fed, as quais indicaram que a instituição poderá fazer uma pausa nas subidas de taxas. Jerome Powell, Presidente da Fed, ainda reiterou que o Banco Central sabe ser paciente em relação a futuras subidas.

Tecnicamente, o Eur/Usd quebrou os $1.1480 e testou máximos de dois meses ($1.1570), mas definiu máximos do ciclo e recuou. Inicialmente, apesar de ter ressaltado em alta nos $1.1480, dando a impressão que o par poderia estar a corrigir da subida, o par acabou por recuar novamente e quebrou os $1.1480. O MACD ainda dá sinal de compra, mas deverá ver as suas médias móveis convergir, podendo levar o par a quebrar os 61.8% de retração de fibonacci e testar níveis próximos da média móvel de 21 dias.



Petróleo aprecia quase 25% desde mínimos atingidos no final de 2018

O abrandamento económico e o crescimento da produção em todo mundo pressionaram o Crude para os $42 até ao final do ano anterior. É de notar que durante o quarto trimestre o petróleo recuou mais de 40%, após ter alcançado máximos de quatro anos no início de outubro. Neste início de ano os cortes da produção da OPEP e a melhoria do sentimento, impulsionado pelo otimismo sobre as tensões comerciais entre os EUA e a China, deram suporte aos preços e fizeram com os preços do crude subissem quase 25%.

Tecnicamente, o Crude vê o MACD a dar um sinal amplo de compra, à medida que vai recuperando dos mínimos de junho de 2017, para níveis próximos dos $55. No entanto, o recente rally levou a matéria-prima para níveis overbought, aumentando a perspetiva de que uma futura correção poderá estar para breve.



Ouro beneficiou das recentes quedas do dólar norte-americano

A cotação do ouro negociou em alta na passada sexta-feira com a recente queda do dólar. A divisa norte-americana tem sido pressionada pelas declarações de alguns membros da Fed e pelas minutas divulgadas na semana passada, tenso sido indicado que deverá ocorrer um abrandamento nas subidas de taxas de juro.

A nível técnico, o metal precioso poderá vir a recuar nos próximos dias, dada a inversão de tendência do MACD, apesar de este indicador não dar um sinal demasiado claro de venda. Deste modo, há que ter em atenção a zona suporte dos $1230-$1240.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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