Análise Técnica IMF – Eur/Gbp recuperou de mínimos junho do ano passado

IMF – Eur/Gbp recuperou de mínimos junho do ano passado

Libra ressaltou em alta no limite inferior do canal; Eur/Usd cai com receios de enfraquecimento da inflação; Crude segue pressionado pela produção norte-americana; Ouro em mínimos da semana, após falhar teste nos $1344-$1355.
IMF – Eur/Gbp recuperou de mínimos junho do ano passado
Libra ressaltou em alta no limite inferior do canal

O Eur/Gbp recuperou de mínimos de junho de 2017 nos £0.8667, tendo desde então valorizado cerca de 1%. No Reino Unido, o PIB do quarto trimestre saiu de acordo com o esperado no último trimestre do ano passado nos 1.4%. Quanto à balança corrente do referido país, o défice da mesma foi revisto ligeiramente em baixa nos 18.4 mil milhões de libras no último trimestre de 2017, face aos £24 mM previstos e aos £19.17 mM do trimestre anterior. Já os preços das casas no Reino Unido aumentaram ao ritmo mais lento dos últimos sete meses em março (2.1%), abaixo do previsto pela Reuters (2.6%) e do valor do mês anterior (2.2%). Relativamente às vendas no retalho, a Confederação da Indústria Britânica realizou um estudo onde aponta para uma queda das mesmas, pela primeira vez em cinco meses, no mês de março.

Tecnicamente, no gráfico diário, o RSI apresentou recentemente níveis oversold, antes da subida do par, tendo esta ocorrido após o teste falhado à barreira do limite inferior do canal de tendência descendente, iniciado em setembro, e ressaltado em alta. A convergência das médias móveis no MACD e o Estocástico também deram um trigger de venda no referido gráfico.


Eur/Usd cai com receios de enfraquecimento da inflação

O euro, na última semana, caiu de um máximo de cinco semanas face ao dólar, à medida que os receios de um enfraquecimento na inflação e um abrandamento nos empréstimos às empresas levantaram questões em torno do momentum da expansão económica. O indicador do sentimento económico na ZE caiu para 112.6 em março de 114.2 em fevereiro. Os resultados pessimistas do sentimento económico juntamente com os dados de que o crescimento dos empréstimos e a oferta da moeda na Zona Euro desaceleraram, levaram o euro a desvalorizar para níveis inferiores a $1.2400. Suportando a queda, esteve ainda a divulgação do PIB nos EUA do 4º trimestre de 2017, o qual saiu acima das previsões (2.9% vs 2.7%).

Numa perspetiva técnica, o Eur/Usd quebrou a linha de tendência descendente verificada desde meados de fevereiro, mas acabou por demonstrar uma enorme vulnerabilidade acima dos $1.2400, tendo retornando posteriormente ao canal descendente de curto-prazo. O par tem vindo a consolidar entre as linhas de retração de fibonacci 0% e 38.2%. Caso haja uma quebra dos $1.2240-$1.2200 poderá haver uma confirmação de uma tendência de baixa, no curto-prazo, mais definida.


Crude segue pressionado pela produção norte-americana

Na última semana, o número de plataformas ativas nos EUA atingiu o valor de 804, um máximo de três anos e que aponta para um maior crescimento da produção. O Crude segue pressionado pelos dados da EIA que reportou uma subida dos stocks de crude em 1,6 milhões de barris, bastante acima das previsões. Contudo, esta matéria-prima ainda encontra algum suporte nas tensões no Médio-Oriente. Adicionalmente, o Príncipe Saudita disse ter intenção de alargar o acordo do petróleo com a Rússia para os próximos 10 ou 20 anos.

O petróleo está a testar máximos recentes. O primeiro objetivo está nos $66.50, e quebrado este valor será de esperar uma extensão do movimento até perto dos $70. Na retoma da descida, os $60 voltarão a figurar como um nível relevante, capaz de despoletar ordens de venda caso quebrado.

Ouro em mínimos da semana, após falhar teste nos $1344-$1355.

O ouro revelou alguma estabilidade na passada quinta-feira, um dia após a sua maior queda diária dos últimos nove meses, numa altura em que as tensões com a Coreia do Norte e os receios relativos a uma possível "guerra comercial" começam a dispersar. O líder da Coreia do Norte Kim Jong Un comprometeu-se a reunir-se com responsáveis dos Estados Unidos com vista à desnuclearização, de acordo com fontes chinesas. O metal preciso atingiu máximos de meados de fevereiro nos $1356, antes de recuar cerca de 2.5%.

Tecnicamente, o "metal precioso" testou a zona de resistência dos $1344-$1355, tendo recuado após falhar o referido teste. No gráfico diário, o MACD, juntamente com o Estocástico, dá um sinal de venda, pelo que a cotação do ouro poderá vir a testar em breve a barreira suporte dos $1307, caso ultrapasse com relativa facilidade a zona dos 38.2% de retração de Fibonacci.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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