Análise Técnica IMF – Eur/Jpy em mínimos de agosto de 2017

IMF – Eur/Jpy em mínimos de agosto de 2017

Bank of Japan com dificuldades em pressionar a inflação em alta; Eur/Usd com máximos relativos cada vez mais baixos; Crude sobe com tensões no Médio Oriente; Ouro em máximos de um mês após receios de “guerra comercial” entre EUA e China.
IMF – Eur/Jpy em mínimos de agosto de 2017
Bank of Japan com dificuldades em pressionar a inflação em alta

O euro atingiu mínimos de sete meses face à divisa japonesa, próximo dos 129 ienes. No Japão, a inflação em fevereiro fixou-se nos 1.5%, abaixo dos 1.7% previstos, mas acima dos 1.4% registados no mês de janeiro. Alguns responsáveis do Banco Central do Japão (BoJ) já vieram a público declarar que os preços não estão a aumentar ao ritmo desejado. O Japão depara-se com o problema de não conseguir elevar a inflação para os 2% desejados, sendo que, nesta altura, a margem de manobra quanto à política monetária por parte do BoJ é reduzida, não havendo grande possibilidade para um quantitative easing mais acentuado. Depois do referido anúncio, o Eur/Jpy reagiu imediatamente em alta depois dos referidos mínimos.

Tecnicamente, o par prossegue pelo canal descendente de curto prazo, depois de ter quebrado em baixa a barreira suporte dos 129.50 ienes. No gráfico diário, quer o Estocástico, quer o RSI que revela níveis próximos de oversold, estarão a dar um possível sinal de que o câmbio poderá reagir em alta até testar o limite superior do canal referido anteriormente. Contudo, caso a tendência de baixa persista, o Eur/Jpy deverá encontrar algum suporte nos 127.50 ienes.


Eur/Usd com máximos relativos cada vez mais baixos

Os membros do BCE já não estão a discutir a existência da compra de ativos, mas sim o caminho futuro das taxas de juro. Até os membros mais dovish aceitam que o programa de aquisição de ativos do BCE deva acabar este ano. Nos EUA, na primeira reunião com Jerome Powell à frente da FED, o Comité de Política Monetária decidiu subir as taxas de juro em 25 pontos base para o intervalo [1.50%-1.75%], como era esperado. Na última sexta-feira, Donald Trump anunciou imposição de novas tarifas à China, num valor que poderá atingir os 60 mil milhões de dólares. A União Europeia ficou isenta das tarifas sobre o aço e o alumínio até de 1 de maio.

A nível técnico, O Eur/Usd demonstra máximos relativos cada vez menores, e negoceia ainda acima da linha de tendência ascendente de meados de abril, não demonstrando sinais forte de uma tendência ascendente. O par tem vindo a consolidar entre a linha de retração de fibonacci 38.2% e $1.2360. Caso haja uma quebra dos $1.2240-$1.2200 poderá haver uma confirmação de uma tendência de baixa, no curto-prazo, mais definida.


Crude sobe com tensões no Médio Oriente

O petróleo recuperou esta semana quebrando em alta os $64. A produção dos EUA atingiu um novo recorde, mas a expetativa de um consumo elevado, a queda do dólar, e as tensões envolvendo os EUA e Irão apresentaram mais peso durante esta semana. A valorização do petróleo também se deveu aos comentários do ministro da energia da Arábia Saudita, sugerindo que os atuais cortes de produção em conjunto com a Rússia, se poderão estender para 2019. Uma visita do príncipe saudita a Washington levantou suspeitas de que os EUA se estão a preparar para repor as sanções económicas ao Irão.

O petróleo está a testar máximos recentes. O primeiro objetivo está nos $66.50, e quebrado este valor será de esperar uma extensão do movimento até perto dos $70. Na retoma da descida, os $60 voltarão a figurar como um nível relevante, capaz de despoletar ordens de venda caso quebrado.

Ouro em máximos de um mês após receios de "guerra comercial" entre EUA e China

O ouro seguiu em alta na semana anterior face a um dólar e bolsas mundiais hesitantes, tendo valorizado cerca de 3% em apenas duas sessões para máximos de mais de um mês. Os investidores refugiaram-se neste metal, após o anúncio do novo plano de tarifas que os EUA irão impor à China, mantendo-se o receio generalizado de uma possível "guerra comercial". Qualquer dano que a economia norte-americana possa sofrer na sequência de retaliações por parte China irá levar a uma depreciação do dólar e a uma pressão em alta da cotação do ouro.

Tecnicamente, o "metal precioso" quebrou a linha descendente de curto prazo em alta, podendo vir a testar em breve a zona de resistência dos $1344-$1355. Anteriormente, o ouro havia atingido mínimos de 20 dias na zona de retração de Fibonacci entre os 38.2% e os 50%. No gráfico diário, o Estocástico e o RSI dão sinais de venda, com o preço da commodity a aproximar-se de níveis overbought, sendo, portanto, possível que este venha a recuar após testar a referida zona de resistência.
As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.




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