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IMF – Eur/Nok atinge mínimos de novembro de 2017

Banco Central Norueguês mantém taxas, mas sinaliza subida mais cedo; Eur/Usd em mínimos de duas semanas com triplo topo descartado; Corte da OPEP não compensa subida de produção dos EUA; Ouro consolida com investidores a procurarem ativos de refúgio

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Banco Central Norueguês mantém taxas, mas sinaliza subida mais cedo

O Banco Central da Noruega manteve a taxa de juro inalterada nos 0.50%, mas afirmou que espera que a primeira subida em sete anos aconteça em agosto ou setembro – mais cedo do que a expectativa anterior de subida em dezembro. O Norges Bank relacionou esta mudança de perspetiva com uma previsão de crescimento mais forte e menor taxa desemprego este ano e com o menor risco de queda significativa dos preços no imobiliário que se encontram a estabilizar.

Tecnicamente, o par segue em tendência descendente, após ter atingido máximos desde a crise de 2008, em janeiro deste ano. Os máximos relativos começaram a ficar cada vez mais menores e o par acabou por quebrar em baixa não só a linha de tendência ascendente inciada no inicio de 2017, mas também o triângulo descendente formado entre novembro e janeiro. A MACD além de negociar abaixo de demonstra uma ligeira divergência da média móvel exponencial a 26 dias com a de 12. Adicionando a esta análise, verificando historicamente o nível de retração de fibonacci entre 38.2%-50%, deverá apresentar algum suporte inicialmente, mas manterá a tendência para quebrar em baixa essa zona.



Eur/Usd em mínimos de duas semanas com triplo topo descartado

O euro seguiu em rota descendente, tendo atingido mínimos de duas semanas face ao dólar. O Eur/Usd chegou a ganhar terreno após a divulgação dos dados da inflação nos EUA que saíram de acordo com o esperado, tendo o índice de preços no consumidor em fevereiro se fixado nos 2.2% YoY. Contudo, depois de Mario Draghi, presidente do BCE, ter afirmado que o programa de estímulos do BCE só terminará quando a inflação subir de forma sustentada, o par recuou nessa sessão e nas duas seguintes, pressionado em baixa também pelos dados da produção industrial que saíram abaixo do esperado na Zona Euro. A queda do câmbio foi acentuada ainda mais depois da publicação do IPC na ZE abaixo do previsto (1.1% vs 1.2% YoY), regredindo dos 1.3% verificados em janeiro, algo que poderá ter implicações na próxima tomada de decisão, relativamente às taxas de juros, por parte do Banco Central Europeu.

A nível técnico, o Eur/Usd segue pelo canal de tendência descendente iniciado em finais de janeiro, sendo que se encontra numa zona suporte de referência, num nível de 38.2% de retração de Fibonacci, próximo dos $1.2280. A hipótese de formação de um triplo topo foi revogada após o câmbio ter recuado, depois ter embatido no limite superior do canal descendente. Caso se mantenha a tendência de baixa, o par poderá encontrar algum suporte nos $1.22, próximo da linha de tendência de médio prazo.



Corte da OPEP não compensa subida de produção dos EUA

Esta semana o número de plataformas ativas caiu pela primeira vez em sete semanas. Os investidores continuam com expectativas de que a produção nos EUA continua a subir. A IEA aponta para um crescimento da produção, com o petróleo de xisto a atingir os 6.95 milhões de bdp em abril, o que irá constituir cerca de 70% da produção dos EUA. Na China a produção caiu 1.9% nos primeiros dois meses do ano, indicando uma maior necessidade de importações. A OPEP cortou ligeiramente a produção em fevereiro, mas o corte é insuficiente para compensar o crescimento nos EUA.

O petróleo segue numa fase de consolidação. A tendência de curto prazo e a de longo prazo divergem nesta altura, com a primeira agora neutra. Na subida o primeiro objetivo estará nos máximos recentes a $66.50. Na retoma da descida, os $60 voltarão a figurar como um nível relevante, capaz de despoletar ordens de venda caso quebrado.


Ouro consolida com investidores a procurarem ativos de refúgio

O ouro registou uma ligeira subida no final da semana passada, tendo a sua variação semanal quase nula. A commodity foi suportada por um dólar mais fraco, assim como pela procura de ativos de refúgio por parte dos investidores, numa altura em que imperam as preocupações políticas nos EUA e as recentes tensões entre o Reino Unido e a Rússia. Contudo, os ganhos do ouro foram limitados pelas expectativas de uma subida das taxas de juro por parte da FED na sua próxima reunião, que ocorrerá na próxima quarta-feira.

A nível técnico, o "metal precioso" encontra-se em consolidação dentro do intervalo dos $1307-$1344, sendo que a linha de tendência descendente de curtíssimo prazo e a MACD dão apontam para uma queda do seu preço. O próximo suporte a ter neste momento em conta é, portanto, a barreira dos $1307.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.


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