Análise Técnica IMF – Euro em máximos de dois anos face ao Dólar Canadiano

IMF – Euro em máximos de dois anos face ao Dólar Canadiano

Dólar Canadiano recuou após imposição de tarifas nos EUA; Eur/Usd quebra a base de curto-prazo, mas recupera para níveis superiores; Crude cai com os EUA atingir novos máximos de produção; Ouro recupera ligeiramente após tarifas nos metais nos EUA.
IMF – Euro em máximos de dois anos face ao Dólar Canadiano
Dólar Canadiano recuou após imposição de tarifas nos EUA

O Eur/Cad atingiu máximos de dois anos, tendo valorizado mais de 2% na última semana. O Canadá viu a sua moeda recuar 1.50%, após o anúncio de Donald Trump relativamente às tarifas nas importações de aço e alumínio. O país é o principal fornecedor de alumínio dos Estados Unidos da América, providenciando cerca de 2.48 milhões de toneladas, sendo que deverá vir a sofrer repercussões negativas relevantes no setor dos metais. O presidente do Canadá, Justin Trudeau, já veio a público manifestar o seu desagrado, classificando a medida como "absolutamente inaceitável". Quanto aos dados publicados esta semana, o PMI da indústria ficou aquém do esperado este mês no Canadá (55.6 vs 55.8 previsto), assim como o PIB anualizado do quarto trimestre de 2017 (1.7% vs 2.0% esperado).

Tecnicamente, o par encontra-se muito próximo da resistência dos C$1.5900, sendo que o mais provável é o recuo do par. No gráfico diário, o RSI deu um trigger de venda tenda em conta que o câmbio se encontra numa zona overbought. Caso esse movimento de baixa se efetive, deveremos vir a observar em breve um teste à barreira suporte dos C$1.5500.


Eur/Usd quebra a base de curto-prazo, mas recupera para níveis superiores.

O Eur/Usd atingiu na semana passada mínimos de um mês e meio. Jerome Powell fez, perante o Congresso, o primeiro discurso público desde que tomou posso como Chairman da FED no inicio do mês passado. Na sua estreia, disse que a FED continuará a subir as taxas de juro de forma gradual, tentando encontrar um equilibro entre o risco de sobreaquecimento da economia e manter a trajetória de crescimento. Provavelmente a FED subirá taxas este mês. Na quinta-feira passada Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas à importação de aço e alumínio, com objetivo de proteger indústria local, o Eur/Usd reagiu em alta.

No gráfico diário, a MACD continua a dar um trigger de venda, o qual deverá ser reforçado, estando as médias móveis exponenciais com tendência para cruzar o nível 0. O par ainda se insere numa formação de um duplo topo, já tendo confirmado a vulnerabilidade do nível da base a $1.2200, chegando a negociar em torno dos $1.2160. A tendência no curto-prazo é descendente, estando o par a apresentar uma falsa correção neste momento ("formação measured move bearish").

Crude cai com os EUA atingir novos máximos de produção.

A produção da Arábia Saudita para o 1ºT do ano deve ficar abaixo dos limites impostos pelo acordo da OPEP. A EIA confirmou que os stocks de crude subiram 3,01 milhões de barris, ligeiramente acima das expectativas, e que os inventários de gasolina também subiram 2,5 milhões de barris de forma inesperada. A EIA disse que os EUA devem ultrapassar a Rússia como maior produtor de petróleo do mundo em 2019, devido à expansão do petróleo de xisto. A recuperação do dólar juntamente com o aumento de produção dos EUA, levaram o Crude a mínimos de meados de fevereiro.

O petróleo segue numa fase de consolidação. A tendência de curto está agora neutra. Na subida o primeiro objetivo estará nos máximos recentes a $64. Na retoma da descida, os $60 voltarão a figurar como um nível relevante, capaz de despoletar ordens de venda caso quebrado.

Ouro recupera ligeiramente após tarifas nos metais nos EUA

O ouro atingiu mínimos de dois meses após atingir os $1303, tendo inclusivamente desvalorizado mais de 4% em apenas nove sessões. O metal, que até havia registado perdas significativas após a recente valorização do dólar, reagiu em alta na passada sexta-feira, após o anúncio do aumento das tarifas no alumínio e no aço por parte dos Estados Unidos. Os investidores receiam que possam haver retaliações por parte de outros países, algo que poderá gerar uma "guerra comercial" e, consequentemente, uma desvalorização do dólar. Caso esse cenário se verifique, poderá ocorrer uma valorização do "metal precioso".

A nível técnico, a cotação do ouro derrubou a barreira suporte dos $1307, tendo posteriormente ressaltado em alta ligeira, na última sessão da semana anterior. A commodity segue agora dentro dos limites do canal descendente de curto prazo, abaixo da linha de tendência ascendente iniciada em meados de dezembro. O próximo suporte de referência situa-se nos $1260 e a resistência nos $1344.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.