Trading IMF – Galp impulsionada com ataques à Saudi Aramco

IMF – Galp impulsionada com ataques à Saudi Aramco

Galp impulsionada com ataques à Saudi Aramco; Apesar de incertezas da Fed, o Eur/Usd aguentou-se acima dos $1.10; Ataques a instalações da Saudi Aramco fizeram disparar os preços do petróleo; Ouro mantém-se a lateralizar nos $1500.
IMF – Galp impulsionada com ataques à Saudi Aramco

Galp impulsionada com ataques à Saudi Aramco

A Galp esteve em foco no início da semana anterior, tendo registado das maiores subidas dentro do PSI 20 – na segunda-feira valorizou 3% - reagindo aos desenvolvimentos no Médio Oriente. Cerca de 5% de produção diária de petróleo foi suprimida, após os ataques às instalações da Saudi Aramco. Como resultado, o preço do petróleo reagiu em alta, contagiando de forma positiva as empresas do setor. Adicionalmente, o Barclays reviu em alta o preço-alvo de €16.5 para €17.5 por ação. Por outro lado, a Galp foi considerada a petrolífera mais sustentável da Europa, de acordo com um ranking da Dow Jones.

Tecnicamente, a Galp negoceia numa zona de enorme resistência à medida que testa duas linhas de tendência de médio e longo prazo, e a média móvel de 200 dias. O estocástico aponta para uma vulnerabilidade do título e posterior recuo, o que poderá indicar que o MACD está pronto a inverter o sinal de compra. É de notar que uma quebra destes níveis apontará para uma inversão de tendência das ações da petrolífera.

Apesar de incertezas da Fed, o Eur/Usd aguentou-se acima dos $1.10.

A semana foi marcada pela reunião da Fed e anúncio da decisão de política monetária. A Reserva Federal voltou a cortar as taxas em 25 pb, dentro do esperado. Powell indicou que a descida tem como propósito fazer "um seguro contra os riscos contínuos", incluindo as tensões comerciais e o abrandamento global, após descrever as perspetivas para economia como "favoráveis". Powell disse que, na eventualidade de a economia continuar a abrandar, uma série mais extensa de cortes poderá vir a ser "apropriada". A mediana das estimativas dos membros da FOMC para a taxa no final de 2019 é de 1.9%, sendo que seis dos 17 membros apontam para 1.6%.

Tecnicamente, tal como mencionado, o par acabou por encontrar resistência ao testar os 38.2% de retração de fibonacci e linha de tendência descendente. Tem sido verificada uma compressão do intervalo de preços do par, à medida que negoceia próximo da linha de tendência descendente. Isto juntamente com o sinal de compra do MACD poderá estar a sinalizar que o Eur/Usd vai tentar testar a linha de viés de alta e possivelmente quebrá-la.

Ataques a instalações da Saudi Aramco fizeram disparar os preços do petróleo

Os preços do petróleo registaram o melhor desempenho semanal em meses, naquela que foi uma semana bastante preenchida para o ouro negro. A justificar a subida acentuada esteve o ataque, durante o fim de semana, a umas instalações de petróleo da Saudi Aramco, que impactaram cerca de 5% da oferta mundial (5.7 milhões de bdp). Isto levou o crude a registar ganhos acentuados na segunda-feira, chegando a subir quase 15%. Contudo, a meio da semana, declarações do Ministro da Energia saudita a afirmar que a produção irá ser reposta até ao final de setembro levaram o ouro negro a recuar de parte dos ganhos. O relatório da API mostrou uma subida de 592 mil barris nos inventários de crude americanos, criando também alguma pressão sobre a matéria-prima.

Após os ganhos de início da semana o crude acabou por corrigir e, posteriormente consolidar da subida abrupta. A matéria-prima aparenta estar a ressaltar, mas demonstra alguma vulnerabilidade, podendo o sinal do MACD inverter e o ouro negro voltar a níveis próximos da linha de tendência ascendente. No entanto, não se põe de parte a possibilidade de estarmos perante um ressalto, o qual será confirmado com a subida acima aos $60.

Ouro mantém-se a lateralizar nos $1500

O ouro segue a lateralizar entre os $1480-$1530, apesar de ter registado uma queda considerável, após a incerteza demonstrada pela Fed relativamente à política monetária. A Fed cortou a taxa em 25 pontos base, mas não deu como certo novos cortes. A escalada de tensões no Médio Oriente, com a Arábia Saudita a fazer uma operação militar no Iémen, precaução em torno do conflito comercial e a descida do dólar também deram suporte ao metal precioso.

Tecnicamente, o ouro tem vindo a consolidar após queda verificada há duas semanas. À medida que o par vai aliviando a pressão de compra, as perspetivas de uma nova subida aumentam. É esperado que metal precioso ressalte e volte a subir aos $1530.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.




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