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IMF – Tesla negoceia próximo de máximos do ano

Tesla volta aos lucros e negoceia próximo de máximos do ano; Eur/Usd testa zona dos $1.1080-$1.1100, mas não consegue romper em alta; OPEP e Rússia vão estender cortes de produção por mais três meses; Ouro permanece pressionado pelo canal descendente.

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Tesla volta aos lucros e negoceia próximo de máximos do ano

A Tesla começa a dar sinais de uma ligeira melhoria nos fundamentais. A fabricante automóvel conseguiu finalmente voltar aos lucros no terceiro trimestre, embora as receitas tenham recuado pela primeira vez nos últimos sete anos. Recentemente, a produtora de automóveis elétricos indicou que irá construir uma fábrica na Europa, Berlim, com o intuito de ganhar uma proximidade ao mercado europeu. Mais recentemente, a Tesla anunciou o seu modelo de pick-up que apesar de boas características mecânicas e elétricas face ao preço de venda, acabou por não ser bem aceite pelo mercado, talvez por um design arriscado face às características do mercado e talvez por uma falha na sua apresentação, ao quebrar um vidro que seria "inquebrável" de acordo com os testes.

Tecnicamente, desde inícios de outubro a Tesla já subiu mais de 50%. Contudo, a cotada aparenta ter chegado a um máximo de ciclo. Apesar de a Tesla já ter saído de overbought, o MACD dá a entender que as ações poderão corrigir, sendo que um rompimento dos 76.4% de retração levará a Tesla a testar os $300/ação. Na eventualidade de um ressalto nos $300, a ação poderá facilmente alcançar os $380 no curto-prazo.



Eur/Usd testa zona dos $1.1080-$1.1100, mas não consegue romper em alta

A semana foi marcada pela divulgação das minutas do BCE e da Fed e dos PMIs da ZE e dos EUA. Nas minutas do BCE, sendo a da última reunião de Draghi, não houve grandes desenvolvimentos, mas houve uma grande ênfase sobre a união, devido às divergências face ao recomeçar do QE. Relativamente à ata da reunião da Fed, lê-se que a maioria dos membros acreditam que provavelmente não irão necessitar de cortas as taxas de juro novamente. Contudo, o Eur/Usd que andava a testar níveis cada vez mais próximo dos $1.11, acabou por ser pressionado com o anúncio de PMIs relativamente fracos por toda a Europa.

Tecnicamente, o preço do par começa a ser cada vez mais comprimido, à medida que é pressionado pelas linhas de tendência. A média móvel de 21 dias serviu de resistência à recente subida do preço. A tendência de alta de curto-prazo do par será confirmada na eventualidade de uma quebra da linha descendente. No entanto, cautela para a fragilidade da linha ascendente, pois um rompimento da mesma levará o par para o $1.0950.



OPEP e Rússia vão estender cortes de produção por mais três meses

Os preços do crude registaram alguns movimentos contraditórios ao longo da semana, mas acabaram por a fechar próximo de máximos de quase dois meses. A diminuição das expetativas de um acordo comercial entre os EUA e a China pressionaram a matéria-prima. No entanto, a subida abaixo das expetativas dos inventários de crude dos EUA (+1.379 M de bdp vs +1.543 M de bdp) e a indicação de que a OPEP e a Rússia vão estender os cortes de produção por mais três meses, até junho de 2020, impulsionaram o ouro negro.

Tecnicamente, o crude quebrou em alta os $57.17 (61.8% de retração de fibonacci) e chegou a testar a importante resistência dos 61.8% de retração, sendo que uma quebra a este nível abriria a possibilidade a um teste ao limite superior da cunha ascendente. Contudo, e apesar do sinal de compra do MACD, o crude não aparenta possuir robustez suficiente para tal, ficando com suporte na linha inferior da cunha ascendente.



Ouro permanece pressionado pelo canal descendente

Os desenvolvimentos sobre o cenário da guerra comercial foram os principais fatores a influenciar o metal precioso. As incertezas em torno da possibilidade de um acordo parcial entre os EUA e a China vir a ser assinado, assim como um ligeiro aumento das tensões entre as duas economias levou o ouro a níveis mais altos a meio da semana.

Tecnicamente, o ouro encontrou algum suporte na zona dos 23.6% de retração de fibonacci. Contudo, as perspetivas no curto-prazo não são muito otimistas, à medida que o metal precioso segue pressionado sobre o canal descendente.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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