Análise Técnica IMF – Usd/Brl cai para valores de outubro

IMF – Usd/Brl cai para valores de outubro

Usd/Brl cai mais de 2.5% após unanimidade na condenação em segunda instância de Lula da Silva; Eur/Usd atingiu máximos de mais de três anos durante conferência de imprensa do BCE; Crude renova máximos de três anos à boleia de um fraco dólar; Ouro atingiu novos máximos de 2016.
IMF – Usd/Brl cai para valores de outubro
Usd/Brl cai cerca de 2.80% após unanimidade na condenação de Lula da Silva

Desde que atingiu máximos de junho de 2017 nos 3.3475 reais, em meados de dezembro, o câmbio caiu mais de 6%, atingindo mínimos de outubro nos 3.1344 reais.

O par tinha registado uma tendência de alta desde setembro do ano passado, tendo esse movimento sido interrompido no final do ano. Aquando do julgamento do recurso de Lula da Silva, os três juízes, em unanimidade, declararam o ex-presidente brasileiro culpado, tendo ainda agravado a sua sentença. O par acabou por cair 2.80% no dia do julgamento. Entretanto, o PT confirmou na quinta-feira a pré-candidatura de Lula da Silva às eleições presidenciais.

A nível técnico, após ter falhado o teste à resistência dos 3.3475 reais em dezembro, o câmbio recuou para valores próximos dos 3.1500 reais. Caso a tendência de baixa se mantenha, poderemos vir a observar em breve um teste ao suporte dos 3.1100 reais.



Eur/Usd atinge máximos de mais de três anos durante conferência do BCE.

O BCE decidiu manter a política monetária inalterada. Era expectável que na conferência de imprensa Mario Draghi tentasse conter a força do euro, mas tal não se verificou, tendo este atingido novos máximos durante a mesma. Draghi enviou também um "recado" ao Secretário de Estado do Tesouro Mnunchin, dando a entender que os seus comentários a defender um dólar fraco iam contra o combinado pelos líderes mundiais (não entrar numa guerra cambial). Trump acabou por se pronunciar dizendo que queria um dólar forte e que as palavras de Mnunchin tinham sido descontextualizadas.

O Eur/Usd mantém o tom bullish no curto-prazo, encontra-se perto da linha de tendência descendente de longo prazo verificada desde 2008 e poderá encontrar alguma fragilidade em níveis futuros. O par registou um rally de quase 5 cêntimos nas últimas duas semanas e começou a negociar numa zona overbought. O Eur/Usd deverá testar níveis acima de $1.2550-$1.2650, mas com algumas correções pelo caminho. Suportes a $1.2100-$1.1950.



Crude renova máximos de três anos à boleia de um fraco dólar.

O Crude tem vindo a negociar em alta nesta semana, atingindo novos máximos de três anos. A situação global de oferta e procura parece estar mais equilibrada, mas ainda existe algum risco relativamente aos aumentos de produção dos EUA, Canadá e Brasil. Nesta semana, nos EUA houve uma redução do número de poços ativos e uma subida nos stocks dos EUA depois de nove semanas de quedas. Os investidores aparentam estar a ignorar ligeiramente a subida de produção nos EUA, que se situa cada vez mais próxima de recordes de 1970.

Tecnicamente, o Crude mantém a tendência ascendente. O primeiro suporte surge no nível psicológico dos $60. Caso os máximos recentes sejam quebrados, os preços continuarão a evoluir para máximos de três anos sem que haja nenhum valor óbvio de resistência, mas é necessário ter em conta os níveis de RSI de 14 dias acima dos 70.



Ouro atingiu novos máximos de 2016

A cotação do ouro chegou a valores de agosto de 2016, tendo chegado ligeiramente acima de $1366/onça na quinta-feira O metal precioso continua a beneficiar da fraqueza do dólar, agora ainda mais evidenciada depois dos comentários tecidos pelo Secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América. Alguns especialistas defendem que a cotação do ouro poderá atingir os $1500/onça este ano pelo facto de preverem volatilidade nos mercados de ações e preocupações relativamente à situação política global.

A nível técnico, o ouro quebrou a resistência de longo prazo dos $1344, assim como a dos $1355. Contudo, o ouro acabou por recuar ligeiramente para valores inferiores à mesma, sendo expectável novo teste à referida barreira, tendo em conta a tendência positiva verificada desde meados de dezembro.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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