Análise Técnica IMF – Deutsche Bank procura “fundo” após cair 50%

IMF – Deutsche Bank procura “fundo” após cair 50%

Depois de agravar perdas, Deutsche Bank oferece primeiro sinal de correção. Perspetiva de mais estímulos monetários travou o euro e o ouro, mas favorece o crude.
IMF – Deutsche Bank procura “fundo” após cair 50%

Desde os máximos de abril de 2015, o Deutsche Bank já acumulou perdas de aproximadamente 50%. A tendência de baixa é visível graficamente nos máximos e mínimos relativos cada vez mais baixos registados desde então. Já nas últimas semanas, a queda agravou-se com a quebra em baixa da região de suporte entre os €21.00 e os €23.00, bem como da "cunha descendente" que vigorava desde agosto.

Nesta altura o Deutsche Bank procura um "fundo" a este movimento, tendo dado um primeiro sinal nesse sentido na última semana. Ressaltou em alta nos €16.00, formando uma vela ("hammer") geralmente associada a um padrão de inversão de tendência, sugerindo que a pressão vendedora pode estar "esgotada". Em todo o caso, uma recuperação em alta apenas ganharia maior sustentação acima dos €21/€23, que para já ainda se situam algo afastados. Abaixo de €16, seria retomada a tendência de queda.


Euro/Dólar – Novamente "neutral" no curto prazo


Após alguns dias a apresentar movimentos de menor amplitude, o Eur/Usd recuou no final da semana. O euro foi pressionado pelas indicações dadas pelo Presidente do BCE, após a reunião mensal do banco central, abrindo espaço à introdução de mais estímulos monetários em março.

O Eur/Usd terá comprometido as hipóteses de uma quebra dos $1.1000 no muito curto prazo, tendo o cenário construtivo em alta perdido força. O par retomou a toada de "neutralidade" que se mantém enquanto entre $1.0700 e $1.1060, tendo como barreiras "intermédias" os $1.0780 (em baixa) e $1.1000 (em alta). Numa perspetiva de médio prazo prevalece também a tendência de lateralização entre $1.05 e $1.15.



CRUDE – Tentativa de correção em alta


O levantamento das sanções ao Irão elevou as expectativas de excesso de oferta de petróleo, o que pressionou os preços no início da última semana. Contudo, a perspetiva de implementação de mais estímulos por parte de alguns dos principais bancos centrais permitiu uma recuperação nos últimos dias.

Tecnicamente a tendência principal de baixa permanece clara, ainda que se observe agora nova tentativa de formação de uma "base" nos $26.20. Os sinais de força são, no entanto, ainda frágeis e apenas ganhariam maior sustentação acima de $34.00, com $38.30 como resistência seguinte. Do lado inferior, abaixo dos $26.20 o crude tem nova referência nos $25.00 (níveis de 2003). 



OURO – Cenário construtivo em alta continua válido


A queda das bolsas proporcionou novo impulso de alta ao ouro, mas o alívio do clima de aversão ao risco nas últimas sessões voltou a travar a sua recuperação.

Apesar disso o cenário construtivo em alta no curto prazo prevalece e vai sendo representado pelo canal ascendente que vigora desde dezembro - o seu limite inferior atua como primeiro suporte, ao qual se seguem agora os $1070. As perspetivas de uma recuperação em alta sairiam reforçadas acima dos $1110/20, onde o ouro voltou a ser rejeitado na última semana. Acima destes níveis surge nova referência apenas nos $1190. 






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