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IMF – Dólar/Real pode inverter com “duplo fundo”

Dólar/Real tenta recuperação em alta a partir de “duplo fundo” nos 3.57 reais. Comentários de membros da FED impulsionam o dólar, mas pressionam o ouro e o crude.

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O longo movimento de alta iniciado pelo Dólar/Real em 2012 sofreu um período de consolidação a partir de setembro passado, com o par a lateralizar entre 3.70 e 4.25 reais. Este intervalo foi quebrado em baixa no início de março, o que constituiu um sinal de reversão relevante à tendência ascendente dominante. As expectativas de uma recuperação em alta poderão contudo regressar, já que neste momento é possível perspetivar a formação de um "duplo fundo" na zona dos 3.57 reais. Esta figura "técnica" seria confirmada acima dos 3.85 reais, sendo que a partir daí o par teria projeções de uma subida até níveis em torno dos 4.15 reais. Este cenário ficaria invalidado abaixo dos 3.57 reais, o que poderia levar a um recuo até à zona entre 3.32 e 3.43 reais.


• Euro/Dólar – Posição de fragilidade no curto prazo

O Eur/Usd em cada uma das últimas cinco sessões, com o dólar a ser suportado por comentários de diversos membros da FED. Estes dão a entender que é possível nova subida de taxas de juro no 1º semestre, nomeadamente já na próxima reunião de abril.

Depois de ter sido rejeitado nos $1.1350/80, o Eur/Usd confirmou uma correção em baixa até aos $1.1200/20, que também já ficaram para trás. Assim, no curto prazo o par encontra-se numa posição de alguma fragilidade, que o poderá levar até $1.1060, a zona de maior neutralidade nos últimos meses. A tendência principal de médio prazo permanece de lateralização, com um intervalo mais "estreito" entre $1.0820 e $1.1370, e um mais alargado entre $1.05 e $1.15.



• CRUDE – Correção em baixa

A subida do dólar e dos inventários nos EUA pressionou os preços do crude, assim como o facto de a IEA (Agência Internacional de Energia) ter considerado que o acordo para o congelamento da produção, entre OPEP e Rússia, será provavelmente "insignificante".

A tendência ascendente de curto prazo não está para já colocada em causa, mas o crude não foi capaz de testar a resistência dos $43.20, sendo antes travado nos $41.90 (primeira referência em alta). É plausível que o "ouro negro" entre agora numa zona de maior neutralidade entre $36.00 e $38.30, sendo que uma eventual quebra do limite inferior voltaria a conferir-lhe um viés de baixa.



• OURO – Queda para mínimos de quatro semanas

O ouro registou a maior queda semanal dos últimos quatro meses, caindo também para um mínimo de quatro semanas. A pressionar o metal precioso esteve a valorização do dólar, assim como a perspetiva de taxas de juro mais altas nos EUA.

Tecnicamente o ouro ofereceu um sinal de "alerta" ao movimento de alta iniciado em janeiro. A quebra do suporte dos $1225 abre espaço a uma correção em baixa mais significativa, com os $1190 como próxima referência a ter em conta. Caso sejam respeitados, a tendência principal de alta prevalece, mas com uma eventual quebra em baixa o ouro assumiria uma toada mais "neutral" no médio prazo.
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