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Impresa sobe para máximo de 2001 com possibilidade de reforçar na SIC (act)

As acções da Impresa atingiram hoje uma valorização máxima de 7,14%, para um máximo desde Março de 2001, nos 4,80 euros, depois da empresa ter ontem anunciado que iniciou negociações com o Banco BPI, com vista a comprar a posição de 41,366% que banco deté

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 12 de Novembro de 2004 às 10:48
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O departamento de «research» do BPI afirma que este negócio, se avançar, é positivo para a Impresa.

«Na nossa perspectiva o Banco BPI deve vender esta posição [41% da SIC] com desconto», diz o analista do BPI, Tiago Veiga Anjos, que avança duas razões para a explicar esta previsão.

È que a venda da posição da SIC à Impresa não altera o controlo accionista da estação de televisão, que já é da Impresa e os 41% não são transacionáveis no mercado, o que reduz a sua liquidez.

«Assumindo um desconto de 20 a 30% aos 513 milhões de euros em que avaliamos a SIC no final de 2005, a Impresa terá de investir entre 147 e 168 milhões de euros», refere a mesma fonte, afirmando que, neste cenário, pode subir o preço-alvo da Impresa para entre 5,92 e 6,17 euros, face aos 5,45 euros actuais.

O banco de investimento do BPI diz ainda que a Impresa tem capacidade financeira para realizar este negócio recorrendo apenas a dívida bancária. No final deste ano, considerando que a Impresa comprava a posição por 168 milhões de euros, a dívida da companhia subiria para 260 milhões de euros.

BCP diz que Impresa pode ter de pagar 205 milhões por 49% da SIC

O Millennium BCP Investimento avalia a SIC em 523 milhões de euros, pelo que «para a Impresa adquirir os remanescentes 49% que não detém (41% do BPI e os restantes minoritários, assumindo que também serão também irão vender neste deal), assumindo um desconto de 20% face à nossa avaliação por ser um ‘stake’ minoritário, a Impresa teria que despender cerca de 205 milhões de euros».

Caso este cenário se concretize, o BCP diz que o impacto positivo para as acções da Impresa é de 0,61 euros, ou 13,5%.

«Poderiam ser traçados outros cenários, mas de qualquer forma parece-nos que poderá ser sempre positivo para a empresa de Pinto Balsemão», refere o BPI.

Já para o BPI, «este deal também deverá ser potencialmente positivo, pois alivia os rácios de capital (no mínimo em 70bp), reduz a exposição ao mercado de capitais e desfaz uma posição ilíquida», diz a mesma fonte.

A Espírito Santo Research avalia a SIC em 556 milhões de euros, enquanto para a UBS diz que a estação de televisão vale 619 milhões de euros, considerando a avaliação dos 51% detidos pela Impresa.

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