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Inflação nos EUA quebra petróleo

As cotações do petróleo estão a cair pelo segundo dia consecutivo, penalizadas com os receios de que a procura estagne, numa altura em que o aumento da inflação nos Estados Unidos poderá conter novos cortes dos juros pela Fed.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 14 de Dezembro de 2007 às 17:54
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As cotações do petróleo estão a cair pelo segundo dia consecutivo, penalizadas com os receios de que a procura estagne, numa altura em que o aumento da inflação nos Estados Unidos poderá conter novos cortes dos juros pela Fed.

O contrato de Janeiro do West Texas Intermediate [cl1] perde 1,54% em Nova Iorque, para 90,83 dólares por barril. No mercado londrino, o "Brent" do Mar do Norte [co1], crude de referência para a Europa, cede 0,72% para 91,46 dólares.

O preço do crude norte-americano acumula uma quebra de 8% face ao máximo histórico atingido a 21 de Novembro (99,29 dólares). A pesar estão os sinais de menor procura.

O índice de preços no consumidor aumentou mais do que o esperado nos EUA, em Novembro, impulsionado pelo aumento dos custos da energia, segundo um relatório do governo norte-americano hoje divulgado.

"A Fed está a servir dois mestres. Quer prosseguir com o crescimento económico e manter a inflação baixa. A sua principal responsabilidade é manter a inflação controlada, mas nos últimos tempos estava a revelar-se mais preocupada com a expansão da economia", comentou à Bloomberg um analista da Energy Security Analysis, Rick Mueller.

Entretanto, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) referiu que a procura mundial de petróleo aumentará 1,5% em 2008, para uma média de 87,1 milhões de barris por dia, estimativa praticamente igual à que fez no mês passado. Quanto à Agência Internacional da Energia (AIE), a expectativa é de um aumento de 2,5%.

Alguns analistas inquiridos pela Bloomberg prevêem também que as reservas de crude possam ter aumentado esta semana nos EUA, o que contribui para fragilizar as cotações.

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