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Investidor quer Apple a recomprar acções no valor de 150 mil milhões de dólares

O investidor Carl Icahn dirigiu uma carta à Apple em que a insta a realizar um programa de recompra de acções próprias no valor de 150 mil milhões de dólares. Uma iniciativa que imita o apelo de David Einhorn, que acabou por ser integrado no actual modelo de remuneração accionista.

Bloomberg
Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 24 de Outubro de 2013 às 19:44
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O gestor de fundos dirigiu-se a Tim Cook através de carta aberta para persuadir a administração a aprovar um plano de recompra de acções próprias no valor de 150 mil milhões de dólares (109 mil milhões de euros). A proposta é apresentada numa altura em que a tecnológica tem em curso um plano de recompra no valor de 60 mil milhões.

 

Na carta publicada num site com o nome “sareholders’ square table”, o gestor de activos septuagenário elogia a qualidade da gestão mas sustenta-se no seu conhecimento da área financeira para recomendar uma nova política de remuneração accionista.

 

“Queremos que fique bem claro que não poderíamos apoiar-vos mais entusiaticamente, a actual equipa de gestão, a cultura da Apple e o espírito de inovação”, lê-se no documento assinado Carl Icahn. “A nossa crítica relaciona-se com uma única coisa: a dimensão e o momento do programa de recompra da Apple. É óbvio para nós que deveria ser muito maior e imediato”, acrescentou.

 

Icahn detém uma participação de 2,5 mil milhões de dólares na Apple, que corresponde a cerca de 0,5% do capital da operadora. Contudo, procura promover mudança dentro das empresas afirmando-se como um defensor dos direitos dos accionistas. O estatuto de investidor “activista” saiu reforçado com o recente sucesso que obteve ao investir na Netflix, onde vendeu uma participação realizando um lucro de que supera os 400%.

 

A compra de acções próprias é uma proposta que acredita promover os direitos dos investidores e que Icahn defende fazer parte mandato que a gestão tem para defender os direitos dos accionistas. A operação seria financiada com a emissão de dívida e o custo dos juros seria compensado pelo montante de dividendos que deixaria de ter de pagar a accionistas.

 

“Apesar de não existirem precentes [para a operação] devido à sua dimensão, esta acaba por ser bastante adequada e acessível relativamente à dimensão e solidez financeira da vossa empresa. A Apple gera dinheiro mais do que suficiente para financiar este montante de dívida e tem 147 mil milhões de dólares no banco”, resumiu.

 

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