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Investidores aplaudem vitória de Cameron. Bolsa de Londres valoriza mais de 2%

O principal índice londrino, o Footsie100, valorizou mais de 2% esta sexta-feira, com os investidores a reagirem positivamente à vitória de Cameron nas eleições britânicas. A banca foi o sector que mais contribuiu para os ganhos.

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How Markets Are Reacting to Cameron’s U.K. Win
Rita Faria afaria@negocios.pt 08 de Maio de 2015 às 17:12
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David Cameron venceu as eleições no Reino Unido. E os investidores aplaudiram. O principal índice londrino, o Footsie100, encerrou a sessão desta sexta-feira, 8 de Maio, com uma valorização de 2,26% para 7.042,49 pontos, recuperando dos mínimos de um mês alcançados ontem. 99 cotadas encerraram com sinal positivo e apenas duas em queda. O volume de negociação foi o dobro da média dos últimos 30 dias.  

 

O sector financeiro foi o que mais contribuiu para a subida do índice londrino, com o Barclays a valorizar 3,68% e o Royal Bank of Scotland a disparar 6,11%.

 

O mercado reagiu desta forma à vitória dos Conservadores nas eleições de ontem, que conduz David Cameron a mais um mandato de cinco anos como primeiro-ministro.

 

Além de obter uma nova vitória nas eleições, Cameron aumentou o número de deputados e alcançou uma maioria absoluta na Casa dos Comuns. Uma vitória que surpreendeu os comentadores e superou todas as sondagens.

Com 650 lugares em disputa no parlamento, os conservadores obtiveram 331 mandatos, o que lhes permite governar com uma maioria.

 

"É óptimo para o sentimento [do mercado]", referiu, em declarações à Bloomberg, Rob Jones, co-responsável pela área de acções europeias da UBP Investment Management, em Londres. "Ninguém estava à espera de um resultado tão forte, certamente não uma maioria absoluta. Isso torna mais provável que o Reino Unido seja capaz de sustentar o seu actual nível de crescimento. E este resultado pode tornar os investidores mais propensos a investir".

 

No primeiro discurso após a vitória, Cameron garantiu que o referendo sobre a permanência do Reino Unido é mesmo para avançar. "Sim, vamos realizar o referendo sobre o nosso futuro na Europa", garantiu o primeiro-ministro britânico.

 

"As perspectivas de um referendo sobre a permanência na União Europeia não deverão sacudir os mercados", declarou à agência noticiosa Brian Jacobsen, director de estratégia do Wells Fargo Asset Management, no Wisconsin. "Uma saída do Reino Unido da União Europeia [Brexit] é altamente improvável. A adesão tem os seus privilégios e sairia caro desistir deles."

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