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Investidores portugueses apostam cada vez mais no "day trading"

O "day trading" – compra e venda de acções no mesmo dia – está a ganhar adeptos em Portugal, sobretudo entre os investidores particulares. De acordo com dados da CMVM, o volume negociado em "day trading" mais que duplicou no quarto trimestre de 2007.

Negócios negocios@negocios.pt 13 de Março de 2008 às 17:18
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O "day trading" – compra e venda de acções no mesmo dia – está a ganhar adeptos em Portugal, sobretudo entre os investidores particulares. De acordo com dados da CMVM, o volume negociado em "day trading" mais que duplicou no quarto trimestre de 2007.

O relatório divulgado hoje pela CMVM indica que o volume negociado em "day-trading" sobre os activos que compõem o PSI20 atingiu 3.283,3 milhões de euros no quarto trimestre do ano. Este valor representa um crescimento homólogo de 151,3% face ao mesmo período do ano passado e uma queda de 4,2% contra o terceiro trimestre deste ano.

Por "day-trading" entende-se a corretagem efectuada num mesmo dia de bolsa, de forma a que as posições estejam fechadas antes do fecho da bolsa.

O "day trading" representou 14,3% do volume negociado na bolsa de Lisboa, o que representa um aumento de 3,4 pontos percentuais face ao mesmo trimestre do ano passado.

O relatório da CMVM indica ainda que 70% das ordens de day-trading foram dadas por instituições de crédito (o que representou 77,1% do volume) e 30% por empresas de investimento.

Do volume total de day-trading 70,6% respeitaram a ordens transmitidas por telefone, presencialmente ou por fax, 28,4% foram instruídas pela Internet e 1% por outros canais electrónicos. O volume das ordens transmitidas através da Internet subiu 231,4% e por telefone, presencialmente ou por fax aumentou 18,2%. Em contrapartida, o volume negociado através de outros meios electrónicos (e-mail) desceu 81,1% face ao 4º trimestre de 2006.

Os investidores não institucionais foram responsáveis por 67,7% do volume de day-trading e os institucionais por 32,3% (excluindo carteira própria dos intermediários financeiros). Entre os institucionais, as gestoras de activos representaram 2,8% do total e os seguros e fundos de pensões 1%.

Relativamente à origem das ordens de "day-trading", 95,7% do volume coube aos investidores residentes e 4,3% aos não residentes.

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