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Investimento em acções nacionais cai 1,6% em Junho com fundos a sair da PT

O investimento em acções nacionais diminui 1,6% em Junho face ao mês anterior. O título nacional que registou uma queda maior nas carteiras dos fundos foi a Portugal Telecom, com uma diminuição de 12,2%, enquanto a Brisa foi a que observou maiores ganhos.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 07 de Julho de 2005 às 15:17
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O investimento em acções nacionais diminui 1,6% em Junho face ao mês anterior. O título nacional que registou uma queda maior nas carteiras dos fundos foi a Portugal Telecom, com uma diminuição de 12,2%, enquanto a Brisa foi a que observou maiores ganhos.

«O investimento em acções nacionais nos mercados regulamentados de bolsa ascendeu, no período em análise, a 706,7 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 1,6% face a Maio de 2005», segundo um relatório divulgado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O valor sob gestão dos organismos de investimento e dos fundos especiais de investimento ascendeu a 25.985,2 milhões de euros. E o valor das aplicações totais «realizadas em valores mobiliários cotados registou um aumento de 0,9% face a Maio de 2005, atingindo 18.077,6 milhões de euros, destacando-se o aumento do valor das aplicações feitas em Portugal (6,6%)», de acordo com o mesmo comunicado.

As acções que registaram maiores valorizações na composição das carteiras de fundos encontram-se a Brisa, que subiu 6,1%, a Semapa, que avançou 4,5% e a Cimpor, que cresceu 4,2%.

Os títulos da Portugal Telecom foram os que registaram a maior quebra de 12,2%, assim como as da Impresa que desceram 5,9%, as da Sonae SGPS que recuaram 3,6% e as da EDP que perderam 2,6%, de acordo com a mesma fonte.

A saída dos fundos da PT ocorreu no mês em que a empresa cortou as previsões de resultados para a sua unidade móvel portuguesa TMN. Esta descida ficou assima dever-se à saída dos fundos do capital da empresa, bem como à perda de valor das acções, que chegaram a negociar em mínimos de 2003.

«Quanto à composição da carteira dos fundos é de realçar o crescimento mensal do investimento em valores mobiliários (0,8%), em particular do investimento em dívida pública nacional (17,1%) e das obrigações nacionais (13%)».

Em relação às entidades gestoras, o Millennium bcp «manteve a liderança nas quotas de mercado em termos de valor gerido (19,5%), continuando a Caixagest a gerir o maior número de fundos (38). O fundo Multiobrigações gerido pela Santander Gestão de Activos é o fundo de maior dimensão», conclui o relatório da CMVM.

Apesar da quebra nas acções, o investimento dos fundos em títulos portugueses aumentou 7%, devido ao aumento do investimento em obrigações, que cresceram 13% para 724 milhões de euros.

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