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IPO na China e Hong Kong sobem apesar da pandemia. Nos EUA e Europa caem

O número de novas ofertas públicas iniciais subiu no continente asiático, devido às bolsas de Xangai e de Hong Kong onde se registaram 270 novos IPO na primeira metade do ano.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 03 de Julho de 2020 às 13:32
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O número de novos IPO (ofertas públicas iniciais) no continente asiático contrariou a tendência registada no resto do mundo e subiu, devido principalmente às novas entradas nas bolsas na China e em Hong Kong, de acordo com os dados compilados pela agência EY e divulgados pela CNBC. 

Apesar da atual pandemia em vigor, entre janeiro e junho registou-se uma subida de 2,2% de novas entradas em bolsa na região da Ásia e Pacífico, passado de 264 no mesmo período do ano passado para 270 agora. Esta subida foi sustentada sobretudo pelos novos IPO na China, que tiveram uma subida homóloga de 29% no primeiro semestre deste ano. Em termos de quantia levantada por cada IPO a subida é ainda maior: mais 72%, face ao ano anterior. 

De realçar também o número de segundas listagens de muitas empresas tecnológicas chinesas, que estavam já a cotar em Wall Street, nos Estados Unidos, mas que optaram também por negociar em Hong Kong. Isto depois de os Estados Unidos terem apertado as restrições às empresas de Pequim cotadas em Washington. 

Exemplo disso foi a JD.com, número dois do retalho na China, que levantou 3,9 mil milhões de dólares (o equivalente a 30,1 mil milhões de dólares de Hong Kong) para se listar em Hong Kong, o segundo maior IPO (oferta pública incial) do presente ano.

Antes da JD.com, também a gigante chinesa NetEase, dedicada ao "gaming" online, começou a cotar em Hong Kong. Assim que o cerco apertou para as cotadas chinesas em Wall Street, o CEO da NetEase enviou uma carta aos acionistas a avisar estar a "preparar uma dupla listagem na bolsa de Hong Kong".


Segundo os cálculos do Negócios, excluir todas as empresas chinesas de Wall Street significaria uma perda de 1,8 biliões de dólares de capitalização bolsista nos EUA, o que representa 5% dos 36,4 biliões de dólares do valor agregado do Nasdaq Composite e da New York Stock Exchange (NYSE). 

Por osmose, o número de novas cotadas em bolsa noutras regiões do mundo, como na Europa, Médio Oriente, Índia e África - todas juntas - caiu de 137 para 68 nos primeiros seis meses de 2020, o que representa uma queda de 50,3% em termos homólogos. Também nas Américas se registou uma diminuição de 116 para 81 (menos 30,1%).
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