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Petróleo sobe após declarações do presidente iraniano

O presidente do Irão revelou que o país apenas assinará a versão final do acordo nuclear se as sanções económicas forem levantadas no primeiro dia da implementação do acordo. Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais.

Reuters
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 10 de Abril de 2015 às 15:34
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O presidente do Irão, Hassan Rouhani, revelou esta quinta-feira, 9 de Abril, que o país apenas assinará a versão final do acordo nuclear se as sanções económicas que pesam sobre o país forem levantadas no primeiro dia de implementação do acordo. Com o levantamento das sanções económicas, o Irão poderá aumentar as suas exportações de petróleo. Esta pretensão contradiz a versão francesa e norte-americana do acordo nuclear preliminar, alcançado na semana passada.

 

Estas declarações estão a ter eco no mercado petrolífero, fazendo com que os preços do crude subam. O West Texas Intermediate soma 0,41% para 51 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, cresce 1,45% para 57,39 dólares por barril.

 

O acordo preliminar entre as seis potenciais mundiais (P5+1) e o Irão foi alcançado no passado dia 2 de Abril. O acordo prevê que mais de dois terços da capacidade de enriquecimento de urânio do Irão sejam desmantelados e monitorizados ao longo de 10 anos. 

 

Entretanto, e citado pela CNN, Ayatollah Ali Khamenei, o líder Supremo do Irão, adiantou na estação de televisão pública iraniana que não é nem contra nem a favor desta proposta de acordo porque não é a versão final. Além disso, referiu, que não está seguro que o acordo assinado na semana passada seja vinculativo porque "nunca foi optimista sobre as negociações com os Estados Unidos".

 

"Estamos a ver cada vez mais dúvidas sobre o acordo com o Irão, [no sentido] se vai ser feito algo nos próximos tempos", afirmou à Bloomberg Phil Flynn, da Price Future Group, em Chicago, nos Estados Unidos. "Há definitivamente um factor de suporte desde que o mercado esteve sob pressão [devido] a este acordo", acrescentou.

 

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