Petróleo Irão não revela se participa no acordo para congelar produção da OPEP. Petróleo sobe 5%

Irão não revela se participa no acordo para congelar produção da OPEP. Petróleo sobe 5%

O ministro do Petróleo do Irão não indicou se o país irá participar no acordo para congelar a produção de matéria-prima, mas elogiou os esforços dos parceiros da OPEP para estabilizar o mercado. Os preços estão a subir 5%.
Irão não revela se participa no acordo para congelar produção da OPEP. Petróleo sobe 5%
Bloomberg
Vera Ramalhete 17 de fevereiro de 2016 às 16:27

O ministro do Petróleo do Irão, Bijan Zanganeh (na foto), elogiou o esforço da Arábia Saudita, Venezuela, Qatar e Rússia para chegar a um acordo para congelar a produção de matéria-prima e estabilizar os preços, sem especificar, porém, se concordou com a proposta feita pelos seus parceiros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

A participação do Irão, que tem reiterado que pretende aumentar as exportações, é uma condição imposta pelos outros países para a implementação do acordo. Após as declarações de Zanganeh, os preços do petróleo acentuaram os ganhos e estão a subir 5%, em Londres.

"Apoiamos os esforços dos membros da OPEP para manter os preços estáveis", disse Bijan Zanganeh, à agência noticiosa do país, citado pela Bloomberg. O ministro acrescentou que o acordo defende o interesse dos consumidores e que será preciso esperar para ver o seu impacto. "Foi uma boa reunião", disse, sem clarificar que posição o Irão assumiu no encontro.

Os preços do petróleo acentuaram a tendência de subida após as declarações de Zanganeh. O Brent, negociado em Londres, está a subir 5,56% para 33,95 dólares por barril, após ter recuado mais de 3% na sessão anterior. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) avança 4,79% para 30,44 dólares.

Participação improvável

Apesar de não ter clarificado se irá participar, os analistas antecipam que é improvável que o Irão aceite congelar a produção. E as declarações feitas por figuras oficiais do país antes da reunião vão nesse sentido.

O Irão "não vai prescindir da sua quota de mercado", disse o ministro do Petróleo iraniano, Namdar Zanganeh, antes da reunião, citado pela imprensa do país. "Não faz sentido pedir ao Irão para congelar a sua produção", disse Mehdi Asali, representante do Irão na OPEP, citado pela Reuters. "Dissemos repetidamente que o Irão irá aumentar a sua oferta até atingir os níveis anteriores às sanções", acrescentou.

Em Janeiro, o Irão produziu 2,68 milhões de barris por dia, a quinta maior produção entre os países da OPEP. Mas, o país pretende recuperar o seu lugar de segundo maior exportador, agora que as sanções internacionais foram retiradas, após a conclusão do acordo nuclear. Nos próximos meses, o país quer aumentar a produção em um milhão de barris diários.

"Congelar a produção nos níveis actuais seria um acordo muito mau após o país ter conseguido levantar as sanções internacionais que lhe permitem retomar as exportações de petróleo", antecipava Rhidoy Rashid, analista da Energy Aspects.




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