Petróleo Irão pressiona petróleo pela segunda sessão

Irão pressiona petróleo pela segunda sessão

O petróleo está a recuar pela segunda sessão consecutiva nos mercados internacionais, pressionado pela improbabilidade de o Irão recuar na intenção de aumentar a oferta.
Irão pressiona petróleo pela segunda sessão
Bloomberg
Vera Ramalhete 15 de março de 2016 às 08:46

O petróleo mantém a tendência de queda, acentuando as perdas da sessão anterior. Segue a recuar mais de 2% nos mercados internacionais. A pressionar os preços da matéria-prima estão as novas declarações dos ministros da Rússia e do Irão, divulgadas esta segunda-feira, que demonstram a improbabilidade de o país travar o aumento da produção.

O Brent, negociado em Londres e que serve de referência para as importações europeias, está a recuar 2,20% para 38,67 dólares por barril. Na segunda-feira caiu 2,45%, acumulando assim uma desvalorização de 4,23% nestas duas sessões. Este ano, o Brent avança 3,8%.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, cai 2,26% para 36,34 dólares, pela segunda sessão consecutiva. Com esta perda volta a registar um saldo negativo este ano, recuando 1,8%. Esta semana acumula uma desvalorização de 5,5%.

O ministro do Petróleo do Irão reforçou que o país pretende continuar a aumentar a produção até recuperar os níveis anteriores às sanções internacionais. O objectivo é aumentar em um milhão de barris diários para quatro milhões de barris, reforçou Bijan Zanganeh. Só depois, o Irão poderá considerar um acordo com outros produtores da matéria-prima para estabilizar os preços.

Argumentos que o ministro da Energia da Rússia considerou "razoáveis". A reunião entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Rússia para discutir um tecto para a produção deverá, assim, ser adiada.

Segundo o relatório mensal da OPEP, divulgado esta segunda-feira, o Irão produziu mais 187,8 mil barris por dia, somando 3,13 milhões de barris diários, em Fevereiro, após o levantamento das sanções. Este é o maior crescimento mensal da oferta no país desde 1997. No total, a produção do grupo recuou.




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