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Itália paga juros mais altos mas coloca montante máximo na primeira emissão após eleições

O leilão de obrigações em Itália saiu mais caro, como se previa pela indefinição política após as eleições deste fim-de-semana, mas o Tesouro conseguiu colocar o montante máximo e atraiu procura razoável.

Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2013 às 10:27
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A indefinição política no país penalizou o risco de Itália nos últimos dias, levando a uma subida das taxas no mercado secundário. Esse agravamento traduziu-se também num agravamento dos custos num leilão de obrigações esta manhã.

 

Itália pagou os juros mais elevados desde Outubro para se financiar a 10 anos. A taxa subiu para 4,83%, contra 4,17% no leilão anterior, mas Itália colocou o máximo dos quatro mil milhões de euros previstos para essa linha a 10 anos.

 

Foram também colocados 2,5 mil milhões de euros, o máximo previsto, em dívida a cinco anos. Aí os juros implícitos subiram de 2,94% (a 30 de Janeiro) para 3,59%.

 

A procura superou em cerca de 1,6 vezes o montante previsto, em ambas as linhas.

 

"A procura por ambas as linhas foi relativamente sólida, provavelmente liderada por bancos nacionais que aproveitaram a subida das taxas, já que não acreditamos que investidores estrangeiros tenham tido um papel significativo no leilão de hoje, já que os riscos políticos continuam elevados", escreve Annalisa Piazza, analista do Newedge, em nota enviada aos clientes.

 

 

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