Research Jerónimo Martins alvo de vários cortes de avaliação

Jerónimo Martins alvo de vários cortes de avaliação

A Jerónimo Martins anunciou um aumento de 2,4% dos seus lucros até Setembro, mas os números não convenceram os investidores, nem os analistas. Seis casas de investimento cortaram as suas avaliações da retalhista nos últimos dois dias. Ainda assim o potencial de valorização continua a ser elevado.
Sara Antunes 01 de novembro de 2018 às 10:45

Nos últimos dois dias houve várias casas de investimento que reviram em baixa as suas avaliações da Jerónimo Martins, depois da dona dos supermercados Pingo Doce ter apresentado os seus resultados referentes aos primeiros nove meses do ano. Os cortes são significativos, mas as acções continuam a ter um potencial de subida relevante.

 

HSBC, Goldman Sachs, Haitong, Kepler Cheuvreux, Alphavalue e Invest Securities reviram em baixa as suas avaliações da Jerónimo Martins entre ontem e hoje, num corte médio de 10%. Ainda assim, tendo em conta apenas estas casas de investimento, o potencial de valorização é superior a 12%. Já se analisarmos a média das avaliações de 20 casas de investimento o potencial de subida ascende a 34%, face à actual cotação, de acordo com a informação disponível na Bloomberg.

 

Com as novas regras de "research", o acesso às notas das casas de investimento tornou-se mais difícil, pelo que o Negócios não consultou nenhuma das análises referidas, tendo apenas a informação da evolução do "target" e da recomendação, que constam no terminal da Bloomberg.

 

Assim, o HSBC cortou em mais de 15% a sua avaliação da Jerónimo Martins, fixando o preço-alvo em 11 euros, enquanto a recomendação não sofreu alterações permanecendo em "manter".

 

Já o Kepler Cheuvreux reduziu em 3% para 10,8 euros o seu target, com uma recomendação de "manter".

 

A Alphavalue desceu, na quarta-feira, o preço-alvo de 15,60 para 13,30 euros, cortando também a recomendação de "comprar" para "adicionar".

 

O Goldman Sachs também desceu de 14 para 13,50 euros a sua avaliação, com uma recomendação de "neutral".

 

O Haitong reduziu a avaliação em 10 cêntimos, para 15,20 euros. "O facto de as vendas comparáveis da Biedronka terem novamente falhado as previsões deve criar alguma apreensão e pode levar a uma queda adicional das acções", realçou Konrad Ksiezopolski, analista do Haitong, à Bloomberg.

 

Já o Invest Securities reduziu o "target" de 12,40 euros para 11 euros, com a recomendação de "vender".

 

As acções da Jerónimo Martins, que ontem chegaram a afundar mais de 7% para mínimos de Janeiro de 2016, seguem a perder 0,18% para 10,84 euros.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.





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