Bolsa Jerónimo Martins cai quase 4% e arrasta PSI-20 para o vermelho

Jerónimo Martins cai quase 4% e arrasta PSI-20 para o vermelho

A Jerónimo Martins reforça as quedas da última sessão e segue a perder quase 4%, prejudicando o desempenho do principal índice nacional. O anúncio de um imposto na Polónia tem penalizado a cotada.
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Ana Batalha Oliveira 17 de maio de 2019 às 08:31

A bolsa nacional abriu em queda, com o principal índice nacional, o PSI-20, a ceder 0,70% para os 5.093,16 pontos. São cinco as cotadas a subir, dez a descer e três as que se mantêm inalteradas.

Na Europa, o sentimento é igualmente negativo. A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China continua a centrar as atenções, especialmente depois de, esta quarta-feira o presidente dos EUA, Donald Trump, ter assinado uma ordem executiva a proibir empresas do país de usarem equipamentos de telecomunicações de empresas estrangeiras consideradas de risco. Além disso, colocou a Huawei na "lista negra" dos Estados Unidos, o que poderá impedir as empresas norte-americanas de venderem os seus produtos à gigante chinesa.

Ainda esta sexta-feira, 17 de maio, o Gabinete Europeu de Estatística (Eurostat) apresenta os números finais relativos à inflação de abril na Zona Euro, no mesmo dia em que os ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin) estão reunidos em Bruxelas para debaterem, nomeadamente, um plano para o orçamento do bloco da moeda única. Ainda em destaque está a possibilidade de a Moody’s se pronunciar sobre o "rating" do Reino Unido.

Por cá, a Jerónimo Martins é o "peso pesado" que mais penaliza. A retalhista cai 3,93% para os 12,85 euros penalizada pelo imposto sobre as retalhistas que será aplicado na Polónia, onde a empresa opera através da Biedronka.

Em destaque no vermelho segue-se a EDP Renováveis, que desce 2,67% para os 8,38 euros. A empresa de energias limpas segue em contraciclo com a "mãe" EDP, que valoriza 1,57% para os 3,24 euros. Estas cotações verificam-se na primeira sessão após a elétrica liderada por António Mexia ter revelado que registou uma queda de 39% nos lucros, justificando o resultado com os custos financeiros e impostos mais elevados no primeiro trimestre deste ano. 

Também a Sonae Capital segue no verde, com uma subida ligeira de 0,12% para os 86 cêntimos, depois de ter divulgado um prejuízo de 5,27 milhões de euros entre janeiro e março, uma melhoria de 36,4% face aos 8,28 milhões de euros negativos reportados no período homólogo do ano passado.




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