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Jerónimo Martins admite devolver metade dos lucros aos accionistas

A Jerónimo Martins admite a possibilidade de vir a distribuir metade dos resultados líquidos do actual exercício em dividendos, depois de um período de três anos em que a segunda maior distribuidora nacional atravessou um processo de reestruturação que le

Ricardo Domingos rdomingos1@gmail.com 24 de Junho de 2004 às 08:17
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A devolução de dinheiro aos accionistas em 2005 ocorrerá cerca de um ano depois da empresa ter solicitado aos investidores 150 milhões de euros através de um aumento de capital, operação que se encontra, actualmente, em fase de finalização.

O encaixe, que culminará num capital social de 629 milhões de euros, será utilizado «para reforçar o balanço», segundo a empresa, o que significa uma reestruturação de uma dívida consolidada que atingia cerca de 700 milhões de euros no final do ano passado.

Com a renegociação da maturidade da dívida quer de longo prazo – obrigações – quer de curto prazo – papel comercial – a empresa prevê reduzir o custo da dívida dos actuais 4% a 5% para um valor inferior, o que se traduzirá igualmente numa melhoria dos respectivos «ratings».

Este efeito resultará, adicionalmente, numa melhoria do «gearing» da empresa, ou seja, o rácio entre a dívida e o capital investido, explicou a mesma fonte, sem quantificar.

«Com esta operação, resolvemos dois problemas de uma só penada», disse Luís Palha.

Na sequência da reestruturação da dívida, a Jerónimo Martins admite a possibilidade de ver a sua dívida classificada pelas agências de «rating» internacionais, como a Moody’s, Standard & Poor’s ou Fitch, uma medida que traria uma «maior transparência» das contas da companhia junto do mercado.

A política de investimento do grupo nos próximos anos aproveitará entre 30% a 40% do «cash flow» operacional gerado, que se deverá traduzir em 130 a 150 milhões de euros por ano para abrir lojas na Polónia e renovar unidades em Portugal.

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