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Jerónimo Martins cai mais de 5% e deixa de ser a maior cotada do PSI-20

“O mau conjunto de resultados” que a Jerónimo Martins hoje apresentou levou a dona do Pingo Doce a deslizar mais de 7%. A empresa não descia tanto desde Julho do ano passado, quando foi anunciado o resultado do primeiro semestre. A Jerónimo já está 9% abaixo do máximo histórico tocado na segunda-feira.

4 - Pedro Soares dos Santos, Jerónimo Martins. 5,01%
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2013 às 11:07
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A Jerónimo Martins já não é a maior empresa do PSI-20. A desvalorização que a companhia está a verificar na sessão desta quarta-feira, 27 de Fevereiro, é a maior desde Julho do ano passado.

 

As acções da detentora dos supermercados Pingo Doce está a perder 5,31% para negociar nos 15,25 euros. Esta cotação encontra-se 8,5% abaixo do máximo histórico que a empresa tocou na segunda-feira nos 16,66 euros.

 

Com a cotação actual, a empresa cujo "chairman" é Alexandre Soares dos Santos apresenta uma capitalização bolsista de 9,59 mil milhões de euros.

 

Este valor de mercado faz com que a Jerónimo Martins já não seja a maior cotada de Lisboa, tendo sido superada pela Galp Energia. A petrolífera, com uma ligeira subida, está avaliada pelo mercado em 9,76 milhões de euros.

 

A empresa já esteve a resvalar mais de 7%, quando caiu abaixo dos 15 euros para os 14,965 euros. É a cotação mais baixa desde 11 de Janeiro deste ano.

 

Um semestre depois, resultados explicam queda abrupta

 

Para encontrar uma queda superior a 7%, como a registada hoje, é necessário recuar até 25 de Julho do ano passado, quando a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos (na foto) chegou a desvalorizar-se mais de 9% durante a sessão (tendo encerrado com uma quebra de 4,38%).

 

Nesse dia, foi a apresentação de resultados relativos ao desempenho da Jerónimo Martins no primeiro semestre que conduziu à queda das acções. A empresa anunciou aí uma redução da estimativa de crescimento das vendas na Polónia, onde está presente com os supermercados Biedronka, o que assustou os investidores na altura, dado que esse mercado é visto como o motor da empresa.

 

Seis meses depois, volta a ser a apresentação de resultados a penalizar os títulos da empresa. A explicar o desempenho dos títulos da companhia nacional, presente na Polónia e que vai entrar, este ano, na Colômbia, está “o conjunto de resultados negativo” que foi hoje apresentado em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliário. O adjectivo é utilizado pela casa de investimento do BPI, na sua nota de “research” diária.

 

Subida do dividendo não impede deslize 

 

Em 2012, a Jerónimo Martins atingiu um lucro de 360,4 milhões de euros, 5,9% acima do resultado de 2011. O resultado líquido ficou aquém da projecção compilada pela Bloomberg, que apontava para os 387,5 milhões de euros.

 

Para o lucro anual inferior ao esperado contribuiu o desempenho no quarto trimestre, onde atingiu um resultado líquido de 28 milhões de euros, também abaixo das expectativas. A explicar os resultados estiveram, de acordo com os comentários do BPI Equity Research, um pior desempenho operacional, mais impostos e ainda custos extraordinários de 8 milhões de euros com imparidades e custos de reestruturação.

 

No quarto trimestre, o resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) ficou-se pelos 211 milhões de euros, o que representa um crescimento homólogo de 8%, enquanto a margem deslizou 50 pontos base para os 7,2%. Este comportamento da margem de EBITDA “deveu-se, principalmente, a uma margem de EBITDA ligeiramente pior do que o esperado na Polónia”, segundo o BPI Equity Research.

 

Nem o anúncio de que a empresa vai propor um pagamento de dividendo bruto (ainda sujeito a impostos) de 0,295 euros, 7,3% acima do pago anteriormente, foi suficiente para acalmar o pessimismo dos investidores nos títulos da empresa.


A sessão tem sido negativa mas tem, também, sido intensa. Foram negociados já mais de um milhão de títulos da Jerónimo Martins, quando a média diária dos últimos seis meses é de 564 acções negociadas por sessão.

 

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

 

 

(Notícia corrigida às 11h56: Por lapso, estava inscrito que a capitalização bolsista da Jerónimo Martins era de 9,97 mil milhões de euros quando, à cotação referida - 15,15 euros -, o valor de mercado é 9,597 mil milhões de euros)

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