Bolsa Clarificação na Polónia põe Jerónimo Martins a brilhar na Europa

Clarificação na Polónia põe Jerónimo Martins a brilhar na Europa

As acções da dona do Pingo Doce recuperam quase 20% desde 18 de Janeiro, beneficiando do imposto menor do que o esperado na Polónia. Registam um ganho acima de 7% este ano, um dos melhores desempenhos no Stoxx 600.
Clarificação na Polónia põe Jerónimo Martins a brilhar na Europa
Rui Barroso 03 de fevereiro de 2016 às 15:16

A Jerónimo Martins tem vindo a ser pressionada pelos receios dos investidores sobre as consequências das alterações fiscais para o sector na Polónia, mercado que representa 80% dos resultados operacionais. Com a cada vez maior clarificação sobre o imposto polaco, as acções estão a recuperar. Estão a brilhar na Europa.


À medida que o governo polaco foi dando detalhes sobre os impostos que pretende impor a análise do mercado foi de que essas alterações não seriam tão negativas como o receado. Esse alívio permitiu uma recuperação das acções. Desde o mínimo atingido em 2016, de 10,92 euros na sessão de 18 de Janeiro, os títulos recuperam já 17,9% para 12,875 euros.


Estas subidas nas últimas duas semanas permitiram que a Jerónimo Martins passasse para uma subida de 7,34% desde o início do ano. É o melhor desempenho entre as cotadas do PSI-20. A Jerónimo Martins consegue ainda ser a oitava cotada do Stoxx 600 que mais valoriza desde o início do ano.


Impacto reduzido

O Executivo vai impor uma taxa de 0,7% sobre as vendas das retalhistas entre 1,5 milhões de zlotys (335,6 mil de euros) e 300 milhões de zlotys (67,1 milhões de euros) por mês, e de 1,3% sobre as que ultrapassem os 300 milhões de zlotys/mês. A taxa estimada para a Jerónimo Martins ficou abaixo do receado pelos analistas e em linha com o imposto aplicado aos maiores concorrentes no mercado polaco. Deverá situar-se em 1,44% segundo o Haitong.


Além dessa taxa, será aplicada uma outra para as vendas feitas aos fins-de-semana e em dias feriados. Os valores desse imposto têm sofrido alterações e o governo polaco admite mais mudanças até que a lei esteja concluída. No entanto, os analistas do Haitong defenderam esta quarta-feira que "esta incerteza adicional é um pouco negativa para a Jerónimo Martins".

Contudo, referem que "não esperam alterações que tenham um impacto material na Biedronka já que a União Europeia deverá impedir a Polónia de implementar quaisquer medidas que possam discriminar excessivamente as retalhistas líderes".


Avaliações sobem


Perante a clarificação da fiscalidade sobre as retalhistas no mercado polaco, tanto o Haitong e como Goldman Sachs melhoraram a recomendação para a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos. E ambos passaram a recomendar a compra das acções.


"Agora que as dúvidas sobre o imposto se dissiparam de forma significativa, os investidores podem focar-se na continuação da subida das vendas comparáveis e na recuperação das margens da Biedronka, que esperáramos que ganhem um impulso adicional em 2016", defenderam os analistas do Haitong numa nota de investimento de 26 de Janeiro. Aproveitaram para subir a recomendação para as acções de "neutral" para "comprar".

Também os analistas do Goldman Sachs melhoraram a recomendação para "comprar" a 29 de Janeiro. "Não perspectivamos que o imposto proposto sobre o retalho na Polónia tenha impacto na posição competitiva da Jerónimo Martins, permitindo que o crescimento dos lucros da empresa leve a um bom desempenho", justificaram numa nota aos investidores.




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