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Joe Berardo ultrapassa os 2% no capital da Portugal Telecom

O empresário Joe Berardo – que já defendeu o desmembramento da Portugal Telecom (PT) - ultrapassou a fasquia dos 2% no capital da operadora. No espaço de uma semana, este é o segundo accionista da telefónica que ultrapassa o primeiro tecto de participação

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 31 de Julho de 2006 às 12:55
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O empresário Joe Berardo – que já defendeu o desmembramento da Portugal Telecom (PT) - ultrapassou a fasquia dos 2% no capital da operadora. No espaço de uma semana, este é o segundo accionista da telefónica que ultrapassa o primeiro tecto de participação qualificada.

Joe Berardo passou a ter uma participação de 2,07% no capital da Portugal Telecom [PTC], segundo um comunicado da operadora enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

«Na sequência da aquisição pela Fundação José Berardo de 3.437.494 acções da Portugal Telecom, no dia 28 de Julho, passaram a ser imputáveis a esta entidade um total de 23.357.466 acções da PT», refere a operadora em comunicado.

A empresa acrescenta que «do total de 23.357.466 acções da PT imputáveis à Fundação José Berardo, 21.556.895 acções são detidas directamente por esta Fundação, 1.800.000 acções são detidas pela sua dominada Metalgest – Sociedade de Gestão, SGPS, S.A. e as restantes 571 acções são detidas pelo presidente do Conselho Fiscal desta última instituição».

Este reforço já tinha sido noticiado na última edição de «Expresso» que justifica o reforço do empresário com a expectativa de uma oferta pública de aquisição (OPA) concorrente ou pela remuneração que a administração da PT prometeu aos accionistas.

A PT está a ser alvo de uma OPA por parte da Sonaecom [SNC] que propôs-se a pagar 9,50 euros por cada acção não detida e a imprensa tem dado conta de movimentações de grupos de «private equity» para avançar com uma oferta concorrente.

Em resposta à OPA da Sonaecom, a administração da operadora de telecomunicações prometeu aos accionistas um pacote de remuneração para os próximos três anos orçado em 3 mil milhões de euros.

No final da semana passada, um outro accionista - a Ongoing Strategy – com ligações ao grupo Banco Espírito Santo (BES) [BESNN] - também ultrapassou o limiar de 2% no capital da PT, num investimento total de 220 milhões de euros.

Ao contrário da «holding» gerida por Nuno Vasconcellos, que já se mostrou em sintonia com a administração da PT na defesa à OPA da Sonaecom, Berardo defende desmembrar a PT.

Em Fevereiro, já após a OPA, o empresário, num programa televisivo da RTP1, defendeu que a PT desmembrada vale mais do que a actual PT. Na altura, quando confrontado com a possibilidade de haver uma OPA concorrente, Berardo disse acreditar «que vai haver outras possibilidades, mas não só a nível nacional».

Joe Berardo também comunicou em Fevereiro que controla mais de 2% do capital da Sonae SGPS e na altura disse ao Jornal de Negócios já não estar muito longe dos 5%.

As acções da PT negociavam em queda de 0,21% para os 9,70 euros.

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