Bolsa JPMorgan: Bolsas podem corrigir até 40%

JPMorgan: Bolsas podem corrigir até 40%

O gestor que é visto como um potencial sucessor de Jamie Dimon na liderança do JPMorgan diz que os investidores vão reagir mal se Trump continuar a guerra comercial.
JPMorgan: Bolsas podem corrigir até 40%
Simon Dawson/Bloomberg
Negócios com Bloomberg 08 de março de 2018 às 10:24

Daniel Pinto (na foto), co-presidente do JPMorgan com o pelouro das unidades de "trading" e banca de investimento, diz que é possível os mercados accionistas registarem uma correcção de até 40% nos próximos dois a três anos.

Esta perspectiva, avançada numa entrevista à Bloomberg TV, deve-se aos efeitos da política monetária dos principais bancos centrais do mundo, que vão intensificar o aumento de juros. "Pode ser uma correcção profunda", disse Daniel Pinto, avançando que "pode variar entre 20% a 40%, dependendo da avaliação".

"Sabemos que irá acontecer uma correcção em qualquer altura", acrescentou o gestor. Daniel Pinto foi nomeado em Janeiro para o cargo de co-presidente e co-COO do JPMorgan norte-americano, sendo um dos nomes apontados para substituir Jamie Dimon na liderança daquele que é um dos maiores bancos norte-americanos.   

Há 35 anos no JPMorgan, este argentino ficou mais pessimista com a evolução dos mercados devido perspectiva de uma guerra comercial. Os mercados estão "nervosos" e se o presidente Donald Trump for além do que já anunciou com as tarifas sobre alumínio e aço, os investidores podem reagir de forma muito negativa.   

A concretizar-se a visão mais pessimista de Daniel Pinto, as bolsas iriam regressar a níveis registados há dois anos. Desde Fevereiro de 2016 o S&P500 valorizou 47%.

Apesar da correcção registada em Fevereiro deste ano, as bolsas norte-americanas estão em terreno positivo no ano. O S&P500 sobe 1,99% em 2018.




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mais votado Uma voz vinda do Além... 08.03.2018

É possível que, vinda do Além,
se ouça a voz eternamente sábia e respeitada,
do há muito finado Jhon Pierpont Morgan,
fundador do acima citado J. P. Morgan:

“when asked what the stock market will do, he answered:
it will flutuate”
"E aos costumes", mais não disse...

Recordado por Benjamim Graham, o “pai” da Análise Fundamental ,
no seu livro :
"The Intelligent Investor"
( leitura básica para qualquer Investidor)

comentários mais recentes
Anónimo 08.03.2018

a JP Morgan acha que os EUA continuam a mandam no mundo, é tempo de perceberem que já não é assim para bem dos investidores que apostam nos seus fundos

Re: Tereza economista 08.03.2018

Doutora Tereza:
O Mundo é feito infelizmente de incertezas positivas,
mas de algumas certezas negativas como por exemplo:
1- A Morte;
2-Os Impostos;
3-A fatalidade da existência de proxenetas (vulgo: chulos) em múltiplos domínios;
4-A inevitabilidade de que, se queremos viver em Democracia,
temos que abrir os cordões à bolsa e sustentar uma Classe Politica
que, nos seus defeitos e qualidades é espelho dos Cidadãos que representam,
havendo muitos de valor incontestado e que até da Lei da Morte se libertam,
mas outros, que não passam de uns parasitas oportunistas,
como inevitavelmente sempre houve, como inexoravelmente sempre haverá.

Re:Do além e do aquém. 08.03.2018

Investidores e especuladores são ambos farinha do mesmo saco:
Os chamados especuladores são investidores que operam em horizontes de curto prazo.
A conotação negativa ligada ao termo
é que normalmente, em horizontes de curto prazo,
os lucros possíveis
(em contrapartida de não visíveis maiores riscos)
podem ser muito elevados,
(em decorrência da Lei Fundamental da Gestão Ativa)
dando ideia que um “especulador” pode auferir lucros usurários com pouco trabalho.
Como em tudo, pode ser verdade para alguns,
mas não o é para a média.
Nos Mercados atuais é regra geral mais vantajoso
ser investidor de longo prazo do que
especulador , ou seja, investidor de curto prazo.
No entanto, “especuladores” ou “investidores” ambos são elementos socialmente úteis,
aconselhavelmente com conhecimento especializado.
Para quem não o tem, ou não tem tempo para a adquirir, ou não deseja entregar-se nas mãos de quem o tem,
é de encarar o investimento em instrumentos de gestão passiva
(fundos índices ou ETFs).

Tereza economista 08.03.2018

Há um ditado antigo, vozes de burros não chegam ao céu, se isto, se aquilo, talvez isto, talvez aquilo. Todos escrevem idiotices e por vezes as nossas palavras são deturpadas. Os politicos passam e o Mundo continua.

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