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JPMorgan recomenda "jogar à defesa" nas bolsas em 2020

A JPMorgan Asset Management (JPMorgan AM) assinala que a economia norte-americana não deverá entrar em recessão em 2020, mas alerta que estão a aumentar os riscos nesse sentido.

EPA
Negócios com Bloomberg 03 de Dezembro de 2019 às 19:39
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A gestora de ativos do JPMorgan espera um 2020 "irregular" nos mercados, com altos e baixos constantes e períodos "confusos". Por isso está a aconselhar os seus clientes a "jogar à defesa" no próximo ano.

 

Sobretudo porque é muito provável que persistam as tensões comerciais e que o crescimento económico permaneça fraco antes das eleições presidenciais nos Estados Unidos.

 

No relatório com o "outlook" para 2020, a JPMorgan Asset Management (JPMorgan AM) assinala que a economia norte-americana não deverá entrar em recessão, mas alerta que estão a aumentar os riscos nesse sentido.

 

Apesar de recomendar jogar à defesa em 2020, a gestora de ativos não sugere a aposta em ações de setores que tradicionalmente são mais defensivos. Em vez de imobiliário, utilities e fabricantes de bens de consumo, a JPMorgan AM recomenda o investimento em empresas do setor financeiro, tecnológico e energético.

 

De acordo com o relatório noticiado pela Bloomberg, a gestora de ativos estima ganhos entre 0% e 5% nas ações norte-americanas em 2020. E terão de ser os resultados das empresas a impulsionar as cotações, uma vez que aos preços atuais já estão descontados os progressos positivos na frente comercial. As expectativas da JPMorgan AM apontam para um aumento modesto de 1% nos lucros das empresas do S&P500 em 2020, o que se situa bem abaixo do "consensus" do mercado (+10%).      

 

A JPMorgan AM recomenda ainda aos clientes que privilegiem investimentos em empresas de qualidade e com rentabilidade elevada (com programas de recompra de ações ou dividendos atrativos), por forma a contornar a volatilidade que é esperada nas bolsas em 2020.

 

A gestora de ativos está mais otimista com os mercados acionistas fora dos Estados Unidos, sobretudo no longo prazo, porque vão beneficiar com a "melhoria das condições económicas, aumentos das taxas de juro e maior disponibilidade dos investidores para ativos de risco".

 

Quando estas condições se materializarem, em conjunto com um aumento dos lucros e desvalorização do dólar, "as ações das empresas internacionais deverão apresentar um desempenho superior ao das pares norte-americanas", refere o relatório.    

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