Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

JPMorgan aconselha clientes a investir em «cash» em detrimento de acções

Apesar das recentes quedas nos mercados accionistas, os analistas da JPMorgan continuam com uma visão cautelosa para as acções, atribuindo uma recomendação de «underweight» a estes activos.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 20 de Junho de 2006 às 07:00
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

Apesar das recentes quedas nos mercados accionistas, os analistas da JPMorgan continuam com uma visão cautelosa para as acções, atribuindo uma recomendação de «underweight» a estes activos.

A JP Morgan acredita que a alocação de activos vai ser o factor chave nas decisões de investimento a tomar este ano e, por agora, aconselha os investidores a preferirem «cash» em detrimento de acções e obrigações. Para a liquidez em carteira, o banco de investimento atribui mesmo uma recomendação de «overweight».

Para as acções o banco de investimento está bem menos optimista, estimando apenas uma valorização média de 1% para os mercados accionistas desenvolvidos até ao final do ano, tendo em conta os «targets» definidos para cada índice accionista.

E diz ainda que «existe um risco considerável de baixa face a estas estimativas, dado que o índice norte-americano S&P500 está 5% acima do nosso ‘target’ e a se continuar a desvalorizar, poderá arrastar consigo outros índices para valores abaixo dos nossos ‘targets’». É por isso que a JPMorgan diz que a «menos arriscada estimativa de um retorno de 1,4% para o ‘cah’ parece mais atractiva».

Para a mesma fonte, as últimas quedas dos mercados accionistas são mesmo explicadas pelo menor apetite dos investimentos por activos com risco. No «research» ontem divulgado, a JP Morgan diz que, nos próximos seis meses, só subirá a actual recomendação atribuída às acções se ocorrerem uma de duas situações.

A primeira diz respeito a uma forte correcção dos mercados accionistas – o S&P 500 descer mais 5 a 10% e ficar abaixo do «target» de 1.190 pontos - na sequência de ocorrerem os factos que já está à espera: crescimento económico moderado, subidas nas taxas de juro e resultados decepcionantes.

Já se, ao contrário do que espera, a economia mundial voltar a apresentar um período de crescimento sólido com as pressões inflacionistas contidas, e os resultados das empresas saírem acima das previsões, então a JPMorgan também irá melhorar a sua recomendação para o segmento accionista.

Um terceiro cenário traçado pelo banco de investimento, que também resultará numa melhor perspectiva para os mercados accionistas em 2007, combina uma série de acontecimentos: o crescimento é mais fraco que o esperado, a inflação não é um risco e a Fed inicia uma fase de corte de custos. Então, os mercados reagem com fortes quedas no início e passam a apresentar valores mais atractivos.

Outras Notícias