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Juncker estima crescimento "abaixo de 1%" na Zona Euro em 2009

O primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, afirmou hoje que o crescimento económico da Zona Euro vai provavelmente ficar "abaixo de 1%" no próximo ano, a reflectir o agravar do abrandamento global.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 01 de Outubro de 2008 às 10:45
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O primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, afirmou hoje que o crescimento económico da Zona Euro vai provavelmente ficar “abaixo de 1%” no próximo ano, a reflectir o agravar do abrandamento global. Juncker, que é também presidente do Eurogrupo, avançou à rádio “Europe 1”, citado pela agência Bloomberg, que “a previsão para 2009 deve ser revista em baixa”.

A crise financeira mundial está a aprofundar-se ameaçando o crescimento económico da Zona Euro. “O crescimento nos principais países da Zona Euro, França, Itália, Alemanha, vai abrandar, pelo que provavelmente teremos expansão em 2009 para toda a Zona Euro abaixo de 1%, que está longe do potencial” de 2%, acrescentou o responsável.

“O crescimento na Zona Euro, o crescimento em todo o mundo, o crescimento no Luxemburgo mostra uma clara tendência descendente”, conclui, frisando que “a inflação aumento no decurso do ano, mesmo se agora tenha acalmado um pouco”.

O alastrar da crise financeira à Europa evidenciado pelos recentes acontecimentos em torno das instituições europeias, bem como a acalmar da inflação na Zona Euro, que em Setembro desceu para 3,6%, aumentam os apelos para que o Banco Central Europeu (BCE) corte a taxa de juro da região na sua reunião de amanhã para acalmar os mercados.

Questionado sobre este encontro, Juncker assumiu “que no seu encontro de amanhã, o banco vai ter em consideração todos os elementos”.

Juncker acrescentou que “a confiança parece estar de volta” depois das intervenções dos governos europeus nos últimos dias para salvar as instituições financeiras, sublinhando que os europeus “podem confiar no seu sistema” já que “nenhum governo deixaria um grande banco europeu falhar”.

O presidente do Eurogrupo reiterou ainda o apelo dos governos europeus para que os Estados Unidos aprovem o plano de resgate do sistema financeiro norte-americano para, assim, restaurar a confiança no sistema financeiro global. Quanto à necessidade de um plano semelhante para a Europa, o responsável frisou que não há necessidade, pois “o problema que temos não tem as mesmas dimensões dramáticas”.

Para Juncker, teremos que esperar “meses” para ver a crise financeira global resolvida.

Relativamente à moeda europeia, que ontem sofreu a maior queda desde a sua introdução em 1999 face ao dólar, o ministro luxemburguês adiantou que “não gostamos de excessiva volatilidade nas taxas cambiais”.

Juncker confirmou o seu encontro com o primeiro-ministro francês, Nicolas Sarkozy, em Paris, no próximo sábado (4 de Outubro) para preparar uma cimeira internacional sobre a actual crise.

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