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Juros da dívida portuguesa deslizam e fecham nos 5,8%

Taxas de juro associadas à dívida nacional resvalaram em praticamente todos os prazos, na sequência da melhoria da perspectiva para o “rating” português para a Moody’s.

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Há quatro sessões consecutivas que as taxas de juro associadas à dívida portuguesa a dez anos encontram-se num nível inferior a 6%. O alívio foi sentido em praticamente todos os prazos depois de a Moody’s ter melhorado a perspectiva do “rating” de Portugal.

 

Os investidores estão a pedir uma rendibilidade média de 5,82% para transaccionar títulos de dívida a dez anos no mercado secundário. O valor reflecte uma descida de 13,5 pontos base (0,135 pontos percentuais) face ao fecho de sexta-feira. A taxa mantém-se abaixo dos 6%, fasquia que foi quebrada na semana passada.

 

As descidas das taxas de juro implícitas da dívida portuguesa, que evoluem em oposição ao preço dos títulos de dívida, ocorreram em quase todos os prazos (à excepção da taxa de juro a dois anos).

 

A cinco anos, a quebra foi de 136 pontos base para os 4,74% sendo que as descidas foram superiores a 100 pontos base (0,1 pontos percentuais) nas várias maturidades, segundo as taxas genéricas do terminal da Bloomberg.

 

Portugal tem vindo a registar uma normalização da curva das taxas de juro (“yields”), com as taxas de mais curto prazo a serem mais baixas do que as taxas mais longas (o que nem sempre foi uma realidade desde que o País vive uma situação de dificuldades de financiamento).

 

A dívida nacional precisa de verificar uma redução das taxas de juro implícitas no mercado secundário (onde os investidores trocam dívida entre si), que serve de termómetro para o que é pedido ao Estado no mercado primário (quando são feitos leilões de dívida pública, com títulos vendidos directamente a investidores).

 

O dia foi misto nos títulos de dívida associados aos países europeus. Para Portugal, este comportamento dos juros das obrigações portuguesas surge depois de na sexta-feira à noite a Moody’s ter assinalado os “progressos” do programa de ajustamento de Portugal com a melhoria da perspectiva (“outlook”) do “rating” da dívida de “negativo” para “estável”. O “rating” permanece em Ba3, ou seja, no nível de “lixo”.   

 

A agência apontou três grandes justificações para esta perspectiva mais positiva para Portugal, que estão relacionadas com a consolidação orçamental, com uma visão mais positiva para a economia e com o apoio dos credores para o regresso do País aos mercados.

 

Também na sexta-feira, o FMI aprovou o pagamento de nova tranche a Portugal, depois de concluídas a oitava e nova avaliações ao programa de ajustamento do País.

 

O alívio dos juros de Portugal no longo prazo surge apesar das declarações efectuadas no Domingo pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. Em declarações à Lusa, Rui Machete afirmou, na Índia, que um segundo resgate "é evitável" desde que as taxas de juro a 10 anos igualem ou fiquem abaixo dos 4,5%.

 

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