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Juros da dívida portuguesa disparam após pedido de demissão de Paulo Portas

“Yields” das obrigações portuguesas estão em forte alta em todas as maturidades, devido à crise política desencadeada com o pedido de demissão de Paulo Portas.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 02 de Julho de 2013 às 16:50
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Segunda-feira foi Vítor Gaspar. Hoje foi Paulo Portas. Em dois dias demitiram-se os dois principais ministros de Passos Coelho, abrindo uma crise política que deverá desencadear a queda do actual Governo.

 

Uma situação que se está a reflectir no mercado secundário de dívida, com uma forte subida das taxas de juro.

 

A “yield” da dívida pública a 10 anos sobe 20 pontos base para 6,59% e na maturidade a 5 anos o agravamento é de 22 pontos base para 5,43%.

 

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, apresentou esta manhã o seu pedido de demissão "irregovável" ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

 

A gota de água terá sido a escolha de Maria Luís Albuquerque para substituir Vítor Gaspar, que apresentou ontem a sua demissão. Paulo Portas queria um novo responsável nessa pasta capaz de operar uma verdadeira mudança de política e não uma solução de continuidade.

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