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Juros a 10 anos sobem para 8% após quinta avaliação da troika

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos estão a subir e fixaram-se nos 8% após uma quinta avaliação da troika ao memorando português em que o FMI exprimiu preocupações com o ajustamento.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 26 de Outubro de 2012 às 10:54
As taxas de juro da dívida dos países mais penalizados pela crise orçamental europeia estão em alta. O relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a quinta avaliação do programa português, que identifica "maiores riscos" para o ajustamento português, e a taxa de desemprego em Espanha estão a levar os investidores a reduzir a exposição aos activos de risco.

A taxa de juro a 10 anos avança 15,6 pontos base para 8,000%, tocando uma fasquia que já tinha quebrado esta semana, segundo as taxas genéricas da Bloomberg para o mercado secundário. A taxa de juro implícita na dívida portuguesa avança 16,5 pontos base para 6,089% e a taxa de juro implícita a dois anos ascende 6,1 pontos base para 5,083%.

O relatório do FMI sobre o ajustamento português dá conta de "maiores riscos" associados às previsões incluídas no memorando de entendimento com a troika. A taxa de desemprego de Espanha em aumentou para 25,02%, demonstrando que a economia continua a ser pressionada pela crise europeia, disse o economista do Rabobank, Elwin de Groot, à Bloomberg.

Os juros implícitos na dívida espanhola a 10 anos avançam 6,2 pontos base para 5,678% e a taxa de juro de Itália ascende 3,5 pontos base para 4,898%. Já os juros implícitos nas obrigações alemãs a 10 anos (bunds) recuam 4,4 pontos base para 1,538%, com os investidores a procurarem reforçar a exposição à segurança relativa da dívida alemã.
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