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Juros da dívida grega e portuguesa acentuam subida

Os investidores continuam a penalizar a Grécia e Portugal, cobrando cada vez mais para comprarem dívida pública destes países. O "spread" em relação à divida alemã continua a aumentar, numa altura em que o encontro entre responsáveis gregos e o FMI, BCE e Comissão Europeia está a ser adiado devido ao encerramento de grande parte do espaço aéreo europeu.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 19 de Abril de 2010 às 16:33
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Os investidores continuam a penalizar a Grécia e Portugal, cobrando cada vez mais para comprarem dívida pública destes países. O “spread” em relação à divida alemã continua a aumentar, numa altura em que o encontro entre responsáveis gregos e o FMI, BCE e Comissão Europeia está a ser adiado devido ao encerramento de grande parte do espaço aéreo europeu.

As “yields” das obrigações portuguesas a cinco e a dois anos estão hoje a subir cerca de 20 pontos base, enquanto na maturidade de 10 anos estão a avançar 12 pontos. A subida dos juros da dívida grega está a ser ainda mais acentuada.

Na última quinta-feira, a Grécia convocou uma reunião com membros da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), algo que estava agendado para esta segunda-feira, o que não foi possível devido ao encerramento de grande parte do espaço aéreo europeu devido às cinzas vulcânicas oriundas da Islândia.

E ainda que a Grécia tenha deixado claro que não está a accionar o pacote de ajudas financeiras acordado pela Zona Euro (de 30 mil milhões de euros, mais 15 mil milhões do FMI), o mercado interpretou esta convocação de reunião como o primeiro passo para que esta ajuda fosse disponibilizada.

Com o atraso na reunião, o mercado volta a penalizar a Grécia, devido às incertezas que persistem. E Portugal está a ser arrastado por estes receios. Nos últimos dias têm sido vários os economistas a apontarem Portugal como a próxima vitima dos mercados.

A taxa de juro das obrigações a 10 anos portuguesas está a subir 12 pontos base para 4,562%, elevando para 149 pontos base (ou quase 1,5 pontos percentuais) o “spread” face à “bund” alemã, cujos juros se encontram em 3,073%.

Já o retorno exigido pelos investidores para comprarem obrigações gregas a 10 anos está a subir 26 pontos base para 7,629%, um prémio de 455 pontos, ou quatro pontos percentuais, face à dívida alemã.

E este comportamento é ainda mais acentuado nos prazos mais curtos. A “yield” da dívida portuguesa a cinco anos sobe 21 pontos base para 3,668%, e a grega está a aumentar 22 pontos para 7,464%.

Já no prazo de dois anos, os juros cobrados para comprar dívida portuguesa estão a subir 20 pontos para 2,129%, e na dívida grega o aumento é de 35 pontos para 7,020%, um valor que corresponde a um prémio de 615 pontos base, ou mais de seis pontos percentuais, face à dívida alemã, que se encontra hoje nos 0,866%.

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