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Juros da dívida nacional voltam a romper barreira dos 7% (act.)

As taxas de juro subjacentes aos títulos da dívida publica portuguesa a dez anos continuam a subir e as transacções no mercado secundário estão já a ser feitas, em média, a taxas superiores a barreira psicológica dos 7%.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 18 de Janeiro de 2011 às 11:52
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De acordo com os preços genéricos da agência Bloomberg, as taxas de juro cobradas no mercado secundário (onde se transaccionam os títulos emitidos) estão agora a subir 32,2 pontos base para 7,14%.

Os primeiros dados desta manhã do mercado obrigacionista soberano davam já conta de uma subida de13 pontos base na remuneração exigida aos títulos portugueses a dez anos, para 6,951%, e indicavam a ultrapassagem, ainda que pontual, dos 7%, nalgumas operações.

Esta nova subida dos juros soberanos, que se estende à generalidade dos países na periferia do euro, surge numa altura em que o reforço e a flexibilização do uso do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) abriram uma nova brecha na Zona Euro.

Os países com finanças públicas relativamente em ordem e "ratings" máximos - encabeçados pela Alemanha - estão a oferecer resistência à proposta da Comissão Europeia, fortemente apoiada pelo BCE, temendo que esta produza efeitos perversos, ao incentivar os menos disciplinados a relaxarem os seus esforços de consolidação orçamental, e que possa também comprometer os "rating" máximos de que dispõem e que lhes garantem condições mais benignas de financiamento.

O agravamento das condições de financiamento de Portugal surge em véspera de mais uma emissão de dívida de curto prazo, aparentemente indiferente aos elogios feitos ontem em Bruxelas sobre os progressos de Lisboa no combate ao endividamento público.

Na apreciação de Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo (que reúne os ministros das Finanças da Zona Euro), Portugal "está a fazer esforços enormes, notáveis e admiro muito a coragem do Governo português para impor as reformas que está a impor".

O presidente do Eurogrupo considerou que as medidas tomadas até agora "funcionam, em particular as tomadas em Portugal e Espanha", que "parecem ter sido muito úteis, nomeadamente para reduzir o 'spread' soberano", ou seja, o risco em investir na dívida destes países.

Apesar de os mercados continuarem voláteis, os últimos desenvolvimentos são encorajadores", acrescentou Juncker.

O presidente do Eurogrupo sublinhou que "claro que as medidas de consolidação orçamental devem ser complementadas por reformas estruturais consequentes".

O ministro das Finanças português, Teixeira dos Santos, participou na reunião de ontem do Eurogrupo, mas saiu antes de ela terminar, para voltar a integrar a comitiva do primeiro ministro, José Sócrates, que visita os Emiratos Árabes Unidos. Não está, portanto, em Bruxelas onde prossegue o encontro dos ministros das Finanças, agora alargado aos responsáveis dos 17 países da União Europeia (Ecofin).

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